Justiça reabre investigação sobre suposto cartel de combustíveis em Manaus

Processo retorna à primeira instância para investigar possível combinação de preços entre postos de combustíveis da capital.

Manaus – O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) decidiu, por unanimidade, anular a sentença que havia extinguido o processo contra proprietários de postos de combustíveis investigados por suposta formação de cartel em Manaus.

A decisão atende a um recurso apresentado pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) e permite a retomada da Ação Civil Pública nº 0634947-79.2019.8.04.0001, que apura possível alinhamento irregular de preços entre estabelecimentos da capital.

Com a nova decisão judicial, o processo retorna à primeira instância para continuidade da fase de instrução e aprofundamento das investigações.

Caso começou em 2019

A disputa judicial teve início em 2019 por meio da chamada “Força Tarefa do Consumidor”, grupo formado para atuar na proteção dos direitos dos consumidores amazonenses.

A força-tarefa reúne:

A Defensoria Pública Especializada em Interesses Coletivos (DPEIC);
O Ministério Público do Amazonas (MPAM);
O Procon-AM;
O Procon Manaus.

Na época, os órgãos solicitaram à Justiça uma tutela de urgência para impedir possíveis práticas de alinhamento de preços nos postos de combustíveis, mas o pedido acabou negado.

Processo havia sido extinto em 2023

Em 2023, o caso foi encerrado sem julgamento do mérito, decisão que motivou a Defensoria Pública a recorrer ao Tribunal de Justiça.

Segundo o defensor público Carlos Almeida Filho, coordenador da DPEIC, a extinção do processo representava um erro diante dos impactos econômicos provocados pela suposta prática anticoncorrencial.

“O processo agora volta para a instrução adequada, reconhecendo a gravidade da situação”, afirmou.

Órgãos querem punição e medidas emergenciais

De acordo com a Defensoria Pública, o objetivo é obter o reconhecimento judicial da prática de cartel e responsabilizar os envolvidos.

Além disso, os órgãos de controle buscam medidas emergenciais para impedir novos aumentos considerados abusivos nos preços dos combustíveis em Manaus.

A expectativa é que a retomada do processo possa resultar em sanções contra os estabelecimentos que tenham violado as regras de livre concorrência e prejudicado os consumidores da capital amazonense.

Fonte: AM POST.

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