Vídeo mostra PM dando tapa em mulher durante blitz na Bahia: “Se vier com marra, apanha”

Caso ocorreu durante uma abordagem policial em Barreiras; agente foi afastado das atividades operacionais e investigação apura suspeita de lesão corporal.

Uma abordagem policial realizada na noite de domingo (14), em Barreiras, no oeste da Bahia, terminou em denúncia de agressão e provocou repercussão após a divulgação de um vídeo nas redes sociais. As imagens mostram o momento em que uma mulher de 30 anos recebe um tapa no rosto durante uma blitz da Polícia Militar.

Segundo relato da vítima à TV Oeste, ela trafegava de motocicleta pela região quando foi parada pelos agentes responsáveis pela fiscalização. Durante a abordagem, a mulher teria questionado o motivo da operação estar sendo realizada naquele local.

De acordo com a denunciante, após fazer o questionamento, ela foi chamada de “folgada” por um dos policiais. Em seguida, o agente teria desferido dois tapas em seu rosto.

As imagens registradas por testemunhas mostram parte da confusão. Em um dos vídeos, também é possível ouvir a frase atribuída a um dos policiais presentes na ocorrência: “Se vier com marra, apanha”.

Veja ao vídeo

https://www.instagram.com/reel/DZpjw7nB4dB/?igsh=c3ExZm1kbmI4dzFl

A gravação passou a circular nas redes sociais e gerou indignação entre internautas, que cobraram esclarecimentos e providências por parte das autoridades competentes.

Em nota, a Polícia Militar da Bahia informou que identificou o agente envolvido na ocorrência e determinou seu afastamento das atividades operacionais até a conclusão das investigações internas.

Além do procedimento administrativo instaurado pela corporação, o caso também passou a ser investigado pela Polícia Civil. A ocorrência foi registrada como lesão corporal dolosa, quando há intenção de provocar a agressão física.

A mulher deverá prestar depoimento para detalhar as circunstâncias da abordagem, enquanto testemunhas e os vídeos divulgados serão analisados para auxiliar na apuração dos fatos.

A Polícia Militar ressaltou que não compactua com condutas que contrariem os protocolos institucionais e afirmou que todas as medidas cabíveis serão adotadas após a conclusão das investigações.

O caso reacende o debate sobre o uso proporcional da força em abordagens policiais e a necessidade de garantir que procedimentos de segurança sejam realizados com respeito aos direitos e à integridade física dos cidadãos.

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