Exploração nos minerais por empresa com capital estrangeiro ainda depende de licenças ambientais e de mineração
Amazonas – A Agência Nacional de Mineração (ANM) aprovou os relatórios finais do projeto de exploração de terras raras em Apuí, no sul do Amazonas, pela BBX do Brasil, subsidiária da australiana Brazilian Critical Minerals (BBM). A atividade ainda depende do licenciamento ambiental, pendente no Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), e da Concessão de Lavra (licença de mineração) pela ANM.
O anúncio do avanço foi feito pela BBM a investidores na segunda-feira. Em nota, a companhia disse que a aprovação dos relatórios é um “marco crítico e importante, que representa uma redução significativa dos riscos regulatórios e coloca a empresa mais próxima de obter suas licenças e de alcançar o objetivo de desenvolver rapidamente o Projeto Ema”.
mina em operação comercial, localizada em Goiás.
Amazonas possui segunda maior reserva
As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos essenciais para a “indústria do futuro”. Elas estão presentes tanto na produção civil, em televisores, celulares e tecnologias de energia renovável,quanto em equipamentos militares, como drones e radares.
Uma nota técnica da Secretaria Executiva de Mineração do governo do Amazonas (Semig), produzida em julho de 2025, coloca o Amazonas como o segundo estado brasileiro com mais reservas de terras raras identificadas, atrás apenas de Minas Gerais. Além de Apuí, há ocorrências conhecidas ou estimadas nos municípios de Presidente Figueiredo e São Gabriel da Cachoeira.
O Sumário Mineral 2024, produzido pela Agência Nacional de Mineração (ANM), do governo federal, coloca o Brasil como o quarto maior detentor dos minérios no mundo, com 11,4 milhões de toneladas, atrás de China (44 milhões), Vietnã (22 milhões) e Rússia (10 milhões). Estimativas de outras fontes citam o Brasil na segunda posição com reservas prováveis de terras raras.
Fonte: Acrítica.com