Caso Débora entra no terceiro dia de julgamento e júri será retomado com novas testemunhas neste sábado

Sessão ouviu apenas uma testemunha na sexta-feira; mais seis pessoas devem prestar depoimento no julgamento dos acusados pela morte da jovem grávida em Manaus.

Justiça – O julgamento dos réus Gil Romero Machado Batista e José Nílson Azevedo da Silva, conhecido como “Nego”, acusados de envolvimento na morte de Débora da Silva Alves, de 18 anos, entrou em seu terceiro dia nesta sexta-feira (29), em Manaus. A sessão foi marcada por novas inclusões de testemunhas e pela oitiva de apenas uma pessoa ao longo do dia. Os trabalhos serão retomados neste sábado (30), a partir das 9h30.

Segundo informações do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), três testemunhas estavam inicialmente previstas para serem ouvidas na sexta-feira. No entanto, duas novas pessoas foram incluídas na lista apresentada durante o andamento do júri.

Até o encerramento da sessão, apenas uma testemunha prestou depoimento. Nos dois primeiros dias de julgamento, outras seis pessoas já haviam sido ouvidas pelo Conselho de Sentença.

Mais seis testemunhas serão ouvidas A expectativa para este sábado é a continuidade das oitivas. De acordo com a programação do julgamento, duas testemunhas ligadas à defesa de Gil Romero deverão ser ouvidas, além de outras quatro apresentadas pela defesa de José Nílson, totalizando seis depoimentos ao longo do dia.

Após a conclusão dessa etapa, o julgamento seguirá para as fases de debates entre acusação e defesa, antes da decisão dos jurados.

Crime chocou o Amazonas O caso ganhou repercussão nacional após o desaparecimento de Débora da Silva Alves, ocorrido em 29 de julho de 2023. Grávida de oito meses, a jovem saiu de casa e nunca mais foi vista com vida.

Conforme a denúncia do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), Débora foi assassinada no dia seguinte, em uma área da Usina Termoelétrica Mauá 2, localizada no bairro Mauazinho, zona leste da capital.

As investigações apontam que a vítima teria sido morta por asfixia com um fio elétrico. Em seguida, o corpo foi incendiado pelos criminosos. A acusação sustenta ainda que, após o assassinato, o bebê que ela carregava foi retirado do ventre e posteriormente descartado em um rio nas proximidades da cena do crime.

Segundo o Ministério Público, a motivação estaria relacionada ao relacionamento extraconjugal mantido entre Gil Romero e Débora, além da gravidez da jovem, que teria sido ocultada pelo acusado.

O julgamento segue sob forte comoção popular e deve avançar neste fim de semana com a continuidade das oitivas e demais etapas processuais.

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