Paralisação relâmpago provocou lotação, longas caminhadas e congestionamentos; frota já voltou a circular normalmente na capital.
Manaus – Uma paralisação repentina no transporte coletivo de Manaus causou transtornos e surpreendeu milhares de passageiros nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (27). O movimento, realizado como forma de protesto contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) relacionada à escala de trabalho 6×1, gerou caos temporário nos terminais e nas principais avenidas da capital amazonense.
A mobilização afetou diretamente trabalhadores e estudantes que dependem do transporte público para chegar aos seus compromissos. Com parte da frota temporariamente parada, passageiros enfrentaram plataformas lotadas, congestionamentos intensos e precisaram seguir viagem a pé em diversos pontos da cidade.

O impacto mais forte foi registrado no Terminal de Integração 1 (T1) e ao longo da Avenida Constantino Nery, uma das vias mais movimentadas de Manaus. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram pessoas caminhando pelas pistas e corredores do sistema BRT diante da dificuldade para conseguir transporte.
Durante o ato, manifestantes chegaram a bloquear acessos e orientaram passageiros a desembarcarem dos ônibus. Segundo os organizadores, a paralisação teve como objetivo pressionar parlamentares do Amazonas diante da votação da PEC envolvendo a escala de trabalho 6×1.
As lideranças do movimento afirmaram que a manifestação buscou chamar atenção para os impactos da proposta e defender interesses ligados à realidade econômica local. O protesto, apesar de rápido, provocou reflexos imediatos no trânsito e na rotina da população.
Após horas de retenção e lentidão em vários pontos da cidade, as vias foram liberadas e o sistema de transporte voltou a operar normalmente. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) confirmou a retomada total da frota.
Mesmo com a normalização do serviço, o trânsito permaneceu carregado durante parte da manhã devido aos reflexos causados pela interrupção temporária do transporte coletivo.