Petista disse ter feito um ‘acordo’ com o Congresso para o avanço da proposta de redução de jornada, encampada pelo governo. Lula entregou moradias populares em Manaus (AM).
Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender nesta terça-feira (26) o fim da escala de trabalho 6×1, ideia encampada pelo governo que está em análise no Congresso Nacional.
Durante discurso em Manaus (AM) – onde entregou 576 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida – o petista, ao falar sobre a 6×1, disse que a vida da mulher é “mais grave” porque, além do emprego, tem dupla jornada com os afazeres de casa.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022, as mulheres dedicaram 9,6 horas por semana a mais do que os homens aos afazeres domésticos ou ao cuidado de pessoas.
Essa desigualdade na divisão de tarefas domésticas é alvo de críticas, sobretudo, de mulheres e de movimentos feministas.
Ainda sobre a redução de jornada, Lula disse que o governo fez um acordo com o Congresso para o avanço da proposta que acaba com a escala 6×1.
Nesta segunda-feira (26), o deputado Léo Prates (Republicanos-BA) apresentou relatório na comissão especial que analisa as propostas de redução da jornada de trabalho.
O relatório de Prates prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial, em um prazo de até 14 meses após a promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC).
O texto ainda será votado pela comissão especial, onde deve ser aprovado, e a expectativa é de que a análise da PEC no plenário principal da Câmara ocorra na quinta-feira (28).
No discurso em Manaus, Lula também falou sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. Ele disse que o governo tem compromisso com essa causa.
Eleições
Em tom eleitoral, Lula disse que o Brasil é um país que “já poderia estar melhor” mas não está porque “de vez em quando” são eleitos políticos que “não tem compromisso com pessoas”.
O petista também voltou a dizer que é contra o uso de ferramentas de inteligência artificial em campanhas eleitorais.
Fonte: G1