Município do AM tem taxa de bebês sem certidão 33 vezes maior que a média nacional, aponta IBGE

Segundo o IBGE, municípios do interior e de áreas mais isoladas ainda enfrentam dificuldades para realizar o registro de nascimentos dentro do prazo.

Interior – Barcelos, no interior do Amazonas, registrou a maior taxa de bebês sem certidão de nascimento do estado em 2024. Segundo dados divulgados na quarta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 29,7% dos nascidos vivos no município não foram registrados oficialmente. O índice é cerca de 33 vezes maior que a média nacional, que ficou em 1%.

O levantamento também mostra que o Amazonas teve taxa de sub-registro de nascimentos acima da média do país. No estado, o percentual estimado chegou a 4,4%, enquanto a Região Norte registrou 3,5%.

O sub-registro, também chamado de subnotificação, ocorre quando nascimentos e óbitos não são registrados oficialmente nos cartórios e, por isso, deixam de entrar nas estatísticas vitais do país.

Depois de Barcelos, os municípios amazonenses com maiores taxas de sub-registro de nascidos vivos foram Santa Isabel do Rio Negro (16,9%), Manacapuru (14,8%), Itapiranga (13,4%), Atalaia do Norte (13,2%) e Maraã (13%).

Segundo o IBGE, municípios do interior e de áreas mais isoladas ainda enfrentam dificuldades para realizar o registro de nascimentos dentro do prazo.

Os dados foram reunidos a partir do cruzamento de informações dos cartórios de Registro Civil com os sistemas do Ministério da Saúde, como o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).

O levantamento mostra ainda que Barcelos teve o maior índice de sub-registro de óbitos do Amazonas em 2024. O município registrou taxa estimada de 50,2%.

Veja os municípios com maiores índices:

  • Barcelos — 50,2%;
  • Japurá — 50,1%;
  • Manacapuru — 44,5%;
  • Tonantins — 43,2%;
  • Uarini — 43,0%.

De acordo com o IBGE, os maiores índices de sub-registro de óbitos foram registrados em municípios do interior, especialmente em regiões remotas e com maior dificuldade de acesso aos serviços públicos.

Os maiores percentuais de sub-registro de nascimentos no Amazonas foram registrados entre mães com menos de 15 anos. Na faixa etária, o índice chegou a 14,6%, o maior entre todos os grupos analisados.

Entre adolescentes de 15 a 19 anos, a taxa ficou em 6,9%, também acima da média estadual. Segundo o IBGE, os percentuais tendem a cair conforme aumenta a idade das mães.

Além dos dados do IBGE, o Ministério da Saúde apontou que a subnotificação de nascimentos no Amazonas foi de 0,6% em 2024, percentual acima da média nacional, de 0,4%.

Fonte: G1

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