Condição acontece quando há um acúmulo de líquido em determinada parte do corpo. Previsão é que o jogador trate o problema no CT Rei Pelé, com acompanhamento da CBF, mas o problema não preocupa a longo prazo, segundo os médicos.
Saúde – Apesar da convocação para a Copa do Mundo na última segunda-feira (18), Neymar deve ficar fora dos gramados até a competição por conta de um novo problema físico: um edema na panturrilha direita.
O edema muscular é um inchaço que acontece pelo acúmulo de líquidos em determinada parte do corpo. No caso de lesões esportivas, em geral ele é causado por pancadas diretas ou estiramento das fibras musculares.
“Nesses casos, há um processo inflamatório dentro da musculatura, geralmente causado por sobrecarga, trauma ou uma pequena lesão muscular”, detalha Eduardo Ramalho, médico ortopedista e especialista em trauma do esporte.
Neymar sentiu a panturrilha no último confronto do Santos, no domingo (17), contra o Coritiba. A previsão é que o jogador trate o problema no CT Rei Pelé, com acompanhamento da CBF, mas o problema não preocupa a longo prazo, segundo os médicos.
O atacante deve ficar à disposição do Santos até 26 de maio, mas ele não deve realizar mais jogos oficiais antes do Mundial.
Como acontece um edema muscular?
Um edema muscular acontece quando há um acúmulo anormal de líquido ao redor do músculo. Esse tipo de problema é muito comum no futebol e indica uma resposta inflamatória do corpo a pequenas lesões na região afetada.
Ramalho explica que não necessariamente o termo edema, sozinho define a gravidade do caso.
Ele ainda acrescenta que, no futebol, a panturrilha acaba sendo um foco frequente desse tipo de problema porque ela está envolvida em praticamente todos os movimentos explosivos.
Segundo os especialistas, o edema muscular tem algumas principais causas no esporte:
O ortopedista ressalta que no caso de Neymar, o histórico recente tem papel importante nesse diagnóstico.
Os sintomas do edema muscular mais comuns incluem:
- Dor localizada
- Sensação de endurecimento muscular
- Perda de potência
- Dificuldade para acelerar
No caso de lesões mais graves, o atleta pode ter dificuldade para apoiar o pé, dor para correr, limitação nos movimentos e até hematoma local.
Tratamento e prazo de retorno
De forma geral, o tratamento foca em evitar que o inchaço cause uma compressão dos nervos e agrave o quadro e depende diretamente da gravidade da lesão.
Ele inclui repouso, com um período sem atividade física, aplicação de compressas de gelo, especialmente logo após a lesão e fisioterapia em caso de dores persistentes.
Quando se trata apenas de um edema ou uma sobrecarga leve, o retorno pode acontecer em poucos dias. Já pequenas lesões musculares normalmente exigem algumas semanas.
“O mais importante é que o atleta não volte apenas sem dor, mas com capacidade muscular suficiente para suportar a intensidade do jogo. A panturrilha é uma região com alto risco de nova lesão quando o retorno acontece cedo demais”, alerta o ortopedista.
Fonte: G1