Caminhadas e ações nas escolas marcam o Dia de Combate ao Abuso Infantil em Manaus e no Amazonas

Atividades de conscientização mobilizaram estudantes, educadores e redes de proteção na segunda-feira (18), reforçando a importância da denúncia e da proteção de crianças e adolescentes.

Manaus – Caminhadas, palestras, rodas de conversa, apresentações educativas e mobilizações em escolas marcaram nesta segunda-feira (18) o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em Manaus e no interior do Amazonas.

As ações fazem parte da campanha “Maio Laranja”, realizada em todo o país para conscientizar a população sobre a importância da prevenção, da denúncia e da proteção da infância. Em diversas unidades de ensino, estudantes participaram de atividades educativas voltadas ao reconhecimento de sinais de abuso, ao fortalecimento do diálogo e à importância de buscar ajuda.

Em Manaus, caminhadas e atos públicos reuniram profissionais da educação, assistência social, conselheiros tutelares e representantes de instituições que atuam na defesa dos direitos das crianças e adolescentes. Durante as atividades, faixas, cartazes e mensagens de conscientização chamaram atenção para a necessidade de romper o silêncio e denunciar casos de violência sexual infantil.

A campanha deste ano reforçou principalmente o papel das escolas na orientação e proteção de crianças e adolescentes. Muitas unidades promoveram debates e dinâmicas para ensinar os alunos a identificar situações de abuso, reconhecer comportamentos inadequados e procurar adultos de confiança.

O dia 18 de maio foi instituído nacionalmente em memória da menina Araceli Crespo, de 8 anos, vítima de um crime brutal ocorrido em 1973, no Espírito Santo. Desde então, a data se tornou símbolo da luta contra a violência sexual infantojuvenil no Brasil.

Dados recentes reforçam o alerta sobre a gravidade do problema no Amazonas. Informações divulgadas neste ano apontam aumento nos registros de estupro e estupro de vulnerável no estado, ampliando a preocupação das redes de proteção.

Especialistas destacam que a denúncia é uma das principais formas de combater esse tipo de crime. Casos suspeitos podem ser comunicados de forma anônima por meio do Disque 100, do Conselho Tutelar, da Polícia Militar pelo 190 ou diretamente nas delegacias especializadas.

A orientação é que familiares, professores e responsáveis estejam atentos a mudanças bruscas de comportamento, isolamento, medo excessivo e sinais físicos ou emocionais apresentados por crianças e adolescentes.

A mobilização busca lembrar que proteger a infância é uma responsabilidade coletiva e que o silêncio pode prolongar o sofrimento das vítimas.

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