Brasil – Uma assembleia estudantil realizada na Universidade de São Paulo (USP) ganhou repercussão nas redes sociais após falas da militante Júlia, integrante do movimento Rebeldia e diretora do DCE Livre da USP, durante um discurso sobre os atos de ocupação e desocupação da reitoria da universidade.
Na fala, a representante estudantil afirmou que a ação da Tropa de Choque da Polícia Militar durante a desocupação intensificou a revolta entre os alunos. Segundo ela, o clima dentro da universidade mudou após a intervenção policial.
“Eu nunca vi tanto estudante com ódio, com raiva e com sangue nos olhos”, declarou durante a assembleia.
Júlia também fez críticas diretas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a quem chamou de “fascista” ao comentar a atuação do governo estadual diante das manifestações estudantis.
Veja ao vídeo:
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Durante o discurso, a militante afirmou que os estudantes se inspiram em movimentos históricos de resistência à ditadura militar e defendeu a ampliação das mobilizações dentro das universidades paulistas. Ela também convocou os alunos para uma grande marcha estudantil prevista para o próximo dia 20 de maio.
Além das críticas à gestão estadual e à atuação policial, a diretora do DCE Livre defendeu a união entre estudantes e técnicos administrativos das universidades federais como forma de fortalecer a pressão por investimentos e mudanças na educação pública.
Segundo Júlia, o movimento busca defender um projeto considerado “democrático e popular” para a USP e para o ensino público no estado de São Paulo.
As declarações repercutiram nas redes sociais e dividiram opiniões entre usuários, com parte dos internautas apoiando a mobilização estudantil e outros criticando o tom utilizado durante o discurso.