Atriz destaca impacto do diagnóstico tardio e chama atenção para subdiagnóstico em mulheres durante campanha de conscientização.
Famosos – A atriz Letícia Sabatella emocionou o público ao revelar que foi diagnosticada com autismo aos 52 anos. A declaração foi feita durante uma campanha do Ministério da Saúde para o mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), celebrado em abril, e trouxe à tona reflexões importantes sobre diagnósticos tardios, especialmente entre mulheres.
No vídeo divulgado, a artista explicou como a descoberta mudou sua forma de enxergar a própria trajetória. “A confirmação do espectro abriu muitas percepções. Me fez compreender como as mulheres da nossa sociedade muitas vezes são subdiagnosticadas”, afirmou.
Segundo Letícia, o diagnóstico trouxe respostas para questões que a acompanharam ao longo da vida, além de evidenciar uma realidade ainda pouco debatida: a dificuldade de identificar o TEA em mulheres adultas. Durante décadas, os critérios médicos foram baseados majoritariamente em estudos com meninos, o que contribuiu para que muitas mulheres passassem anos sem compreender suas próprias experiências.
Veja ao vídeo:
https://www.instagram.com/reel/DX9k_QAB353/?igsh=MTE2eHhsMDhrZjdhcA==
A atriz também destacou o papel fundamental da arte em sua vida. Para ela, a atuação foi uma ferramenta essencial de conexão com o mundo. “A arte foi um caminho extremamente facilitador para minha inserção na sociedade. Através das personagens, encontrei formas de expressão que eu conseguia compreender melhor”, relatou.
O tema ganhou ainda mais visibilidade recentemente, com outras figuras públicas compartilhando experiências semelhantes, como Bruna Marquezine, que revelou estar em processo de avaliação para condições como TDAH e autismo. Esses relatos têm ampliado o debate sobre neurodivergência e a importância de diagnósticos mais inclusivos.
Especialistas apontam que o aumento de diagnósticos não significa necessariamente mais casos, mas sim uma ampliação do entendimento sobre o espectro. Hoje, características antes vistas como traços isolados ou comportamentos pessoais são reconhecidas como parte do TEA, permitindo uma identificação mais precisa.
A fala de Letícia Sabatella reforça a necessidade de uma sociedade mais informada e acolhedora. “Uma sociedade sensível é a sociedade que pode acolher o espectro autista”, concluiu a atriz, destacando a importância da empatia e da compreensão diante das diferentes formas de existir.