Além dos resultados financeiros, a feira reuniu representantes do governo, agências reguladoras, empresas, universidades e entidades do setor.
Economia – Manaus recebeu a NN Logística, maior feira da indústria fluvial da América Latina. O evento, realizado no Centro de Convenções Vasco Vasques, atraiu mais de 9 mil visitantes e movimentou cerca de R$ 520 milhões em negócios, segundo os organizadores.
Além dos resultados financeiros, a feira reuniu representantes do governo, agências reguladoras, empresas, universidades e entidades do setor. O objetivo foi discutir o futuro da navegação interior e da infraestrutura logística no Brasil.
Segundo o organizador David Semeghini, os números mostram a maturidade do setor e o papel cada vez maior da região Norte na logística nacional.
A próxima edição está marcada para abril de 2027, também em Manaus, com previsão de crescimento.
Nos debates institucionais, os Diálogos Hidroviáveis reuniram autoridades e especialistas em Manaus. O encontro apontou consensos para o avanço da logística nacional, com foco nas hidrovias.
Adalberto Tokarski, presidente da Agência de Desenvolvimento Sustentável das Hidrovias e dos Corredores de Exportação (ADECON), afirmou que o evento definiu diretrizes claras para o setor.
Ele destacou ainda o avanço da indústria naval, impulsionado por recursos do Fundo da Marinha Mercante. “Foram aprovados R$ 80 bilhões, com R$ 16 bilhões já aplicados. No Amazonas, estaleiros ampliaram em mais de 300% sua mão de obra qualificada.”
“A demanda por embarcações fluviais cresceu e os estaleiros estão com baixa ociosidade, o que mostra a força da indústria naval na região”, avaliou Rosângela Vieira, diretora da NN Logística.
“O evento cresceu desde a primeira edição e, em 2026, ampliou em 30% a área de exposição. Foram mais de 9 mil visitantes e R$ 520 milhões em negócios, o que comprova a força da indústria naval da região Norte”, disse Marcos Godoy Perez, diretor da feira.
Perez afirmou que a edição de 2027 já tem contratos renovados, pedidos de ampliação de estandes e interesse de novas empresas.
Fonte: G1