Ministro do STF admite erro ao citar homossexualidade como exemplo de ofensa e intensifica embate público com ex-governador.
Política – O ministro Gilmar Mendes pediu desculpas publicamente após uma declaração em que mencionou a homossexualidade ao comentar críticas ao ex-governador Romeu Zema.
Em publicação nas redes sociais, o magistrado reconheceu que a fala foi inadequada e classificou o episódio como um erro.
“Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa”, afirmou, acrescentando que não tem receio de reconhecer equívocos.
Declaração gerou forte reação
A fala ocorreu durante entrevista, quando Gilmar questionava os limites do humor envolvendo figuras públicas e instituições.
Na ocasião, ele citou como exemplo a possibilidade de representar Zema de forma ofensiva, o que acabou gerando críticas e repercussão negativa.
Veja ao vídeo:
https://www.instagram.com/reel/DXgy2vEATix/?igsh=enV0cXR0cmhuOGVu
O ex-governador reagiu de forma dura nas redes sociais, afirmando que o ministro estaria ultrapassando limites e se comportando como alguém “acima de tudo e de todos”.
Embate entre os dois vem se intensificando
O episódio é mais um capítulo na troca de críticas entre Gilmar Mendes e Romeu Zema.
Nos últimos dias, o ministro chegou a solicitar a inclusão de Zema em investigação relacionada a fake news, após a divulgação de vídeos com fantoches que satirizavam integrantes do Supremo.
Zema, por sua vez, tem mantido críticas públicas ao STF, utilizando os conteúdos para reforçar o discurso que chama de “farra dos intocáveis”.
Troca de críticas escalou para ataques pessoais
Além do episódio recente, declarações anteriores também elevaram o tom do confronto.
Gilmar chegou a criticar a postura política de Zema, enquanto o ex-governador respondeu destacando seu “linguajar simples”, em contraste com o que chamou de elite de Brasília.
Caso amplia debate sobre limites do discurso
A retratação do ministro ocorre em meio a discussões sobre liberdade de expressão, responsabilidade institucional e os limites do discurso público — especialmente quando envolve autoridades.
O episódio reforça o clima de tensão entre representantes do Judiciário e lideranças políticas, com repercussão direta no debate público nacional.