Confusão na UFMG começou após gravações provocativas e evoluiu para empurrões, acusações de agressão e versões conflitantes sobre o uso de spray de pimenta.
Política – Uma ação com tom político terminou em tumulto dentro da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, após estudantes confrontarem dois pré-candidatos ligados ao bolsonarismo. O episódio, registrado em vídeo e amplamente divulgado nas redes sociais, mostra o momento em que a discussão sai do campo das ideias e se transforma em confronto físico.
De acordo com relatos, os pré-candidatos Douglas Garcia e Marília Amaral estavam em frente à Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) gravando conteúdos e lançando um desafio a estudantes: provar, mediante debate, que o presidente Lula seria melhor para o país. A proposta, acompanhada da oferta de dinheiro, foi interpretada por parte dos alunos como provocação, gerando reação imediata.
Veja:
https://www.instagram.com/reel/DXg4Qe1ATac/?igsh=MW9wa2lxeDB0ZHBveg==
Com o aumento da tensão, gritos e discussões deram lugar a empurrões e agressões. Imagens mostram o momento em que os envolvidos trocam acusações em meio à confusão, enquanto pessoas ao redor tentam entender o que estava acontecendo.
As versões sobre o que ocorreu divergem. O Diretório Acadêmico da Fafich afirma que os pré-candidatos utilizaram spray de pimenta contra estudantes. Já a assessoria da dupla nega a acusação e sustenta que eles foram vítimas de agressões por um grupo maior.
Segundo Marília Amaral, ela sofreu ferimentos leves durante o episódio. Douglas Garcia afirmou que tentou proteger a colega no momento da confusão. A equipe dos pré-candidatos também alegou que equipamentos foram levados durante o tumulto e que medidas judiciais serão adotadas.
A situação só foi controlada após a intervenção da segurança da universidade, que orientou a retirada dos pré-candidatos do local. Em nota, a UFMG informou que, embora o espaço seja aberto ao debate público, atividades com potencial de conflito devem seguir regras institucionais para garantir a convivência acadêmica.
O caso reacende discussões sobre os limites entre liberdade de expressão, provocação política e segurança dentro de ambientes universitários.