Nem toda soneca vai necessariamente trazer consequências negativas, mas um estudo publicado na revista científica ‘Nature Medicine’ que a frequência e duração dos cochilos podem aumentar chance de morte por qualquer causa
Saúde – Os cochilos são uma estratégia clássica para tentar rapidamente recuperar a energia em dias de muito cansaço – quem nunca tirou uma soneca reparadora, daquelas que a gente acorda sem saber onde está, que atire a primeira pedra.
Mas uma nova pesquisa mostra que os inocentes cochilos durante o dia podem ser, no limite, mortais.
O estudo, publicado na revista científica “JAMA Network Open” revelou que pessoas que tiram frequentemente sonecas longas, especialmente durante a manhã, têm maior risco de mortalidade por qualquer causa.
O grupo analisou dados de mais de 1300 participantes, com 56 anos ou mais, em um acompanhamento que durou 19 anos. O objetivo era compreender se características como frequência e duração dos cochilos entre idosos poderiam estar associadas a uma chance maior de morte.
Nas conclusões, os pesquisadores destacam que, uma vez que cochilar é um comportamento comum entre idosos, os achados levantam uma séria preocupação sobre o impacto desse hábito na longevidade.
Além de poder perder a hora de acordar, algumas características dos cochilos são as responsáveis por aumentar o risco de mortalidade. Ou seja, nem toda soneca vai necessariamente trazer consequências negativas.
Os pesquisadores observaram que os fatores que estiveram relacionados à maior mortalidade foram:
- Cochilos de maior duração (acima de uma hora)
- Maior frequência de cochilos
- Cochilar pela manhã (em comparação a dormir no início da tarde)
Assim, os dados mostram, em resumo, que cochilos mais longos, frequentes e durante a manhã podem levar a um aumento no risco de morte.
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Cochilos longos e frequentes podem aumentar risco de mortalidade; entenda relação
Nem toda soneca vai necessariamente trazer consequências negativas, mas um estudo publicado na revista científica ‘Nature Medicine’ que a frequência e duração dos cochilos podem aumentar chance de morte por qualquer causa.
Por Júlia Carvalho, g1
23/04/2026 05h04 Atualizado há 8 horas

“Dormir bem é essencial para a sua saúde! — Foto: Banco de imagens
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Os cochilos são uma estratégia clássica para tentar rapidamente recuperar a energia em dias de muito cansaço – quem nunca tirou uma soneca reparadora, daquelas que a gente acorda sem saber onde está, que atire a primeira pedra.
Mas uma nova pesquisa mostra que os inocentes cochilos durante o dia podem ser, no limite, mortais.
➡️O estudo, publicado na revista científica “JAMA Network Open” revelou que pessoas que tiram frequentemente sonecas longas, especialmente durante a manhã, têm maior risco de mortalidade por qualquer causa.
O grupo analisou dados de mais de 1300 participantes, com 56 anos ou mais, em um acompanhamento que durou 19 anos. O objetivo era compreender se características como frequência e duração dos cochilos entre idosos poderiam estar associadas a uma chance maior de morte.
Nas conclusões, os pesquisadores destacam que, uma vez que cochilar é um comportamento comum entre idosos, os achados levantam uma séria preocupação sobre o impacto desse hábito na longevidade.
O risco do cochilo
Além de poder perder a hora de acordar, algumas características dos cochilos são as responsáveis por aumentar o risco de mortalidade. Ou seja, nem toda soneca vai necessariamente trazer consequências negativas.
Os pesquisadores observaram que os fatores que estiveram relacionados à maior mortalidade foram:
- Cochilos de maior duração (acima de uma hora)
- Maior frequência de cochilos
- Cochilar pela manhã (em comparação a dormir no início da tarde)
Assim, os dados mostram, em resumo, que cochilos mais longos, frequentes e durante a manhã podem levar a um aumento no risco de morte.:
O que torna a soneca mais mortal?
Os pesquisadores ponderam que o estudo não analisou as causas específicas de morte nem é capaz, unicamente, de explicar por que os cochilos, com essas características já descritas, estão associados a maiores índices de mortalidade.
Apesar disso, há alguns problemas de saúde que podem explicar essa relação:
- Mecanismos cardiovasculares
- Distúrbios do sono
- Doenças crônicas (como doenças respiratórias crônicas, diabetes e neurodegeneração)
- Inflamação sistêmica
Em todas essas situações, há uma potencial influência no sono, o que pode fazer com que a pessoa se sinta menos disposta e mais sonolenta ao longo do dia e tire mais cochilos – ou seja, as sonecas seriam uma consequência direta de um problema de saúde já existente.
Ainda que o estudo traga achados importantes, os pesquisadores reforçam que a pesquisa apresenta limitações.
A análise foi composta majoritariamente por indivíduos brancos, o que impediu a observação de padrões entre outros grupos raciais e culturais.
A pesquisa também não levou em consideração as demais faixas etárias ou trabalhadores em turnos, por exemplo.
Eles ainda pontuam que estudos futuros devem incluir uma maior diversidade populacional, além de diferentes tipos de análise para poder captar melhor os efeitos da irregularidade dos cochilos.
Fonte: G1