Governo zera impostos sobre diesel para frear alta dos combustíveis após tensão no Oriente Médio; entenda

Medida do Planalto busca conter impacto da disparada do petróleo provocada pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Economia – O governo federal decidiu zerar as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel como estratégia para evitar uma alta mais forte no preço dos combustíveis no Brasil. A medida foi adotada após a recente disparada do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela escalada do conflito no Oriente Médio.

O anúncio será feito no Palácio do Planalto por integrantes da equipe ministerial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Devem participar da apresentação os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Wellington César Lima e Silva (Justiça) e Alexandre Silveira (Minas e Energia).

Pressão internacional sobre o petróleo

A decisão ocorre em meio à instabilidade no mercado global após ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã. O aumento das tensões levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, responsável por grande parte do fluxo global da commodity.

Com o risco de interrupção no abastecimento internacional, o preço do barril disparou, elevando o temor de que o impacto chegasse rapidamente ao mercado brasileiro de combustíveis.

Preocupação com inflação

Segundo integrantes da equipe econômica, a alta do petróleo pode pressionar o preço do diesel e gerar efeitos em cadeia na economia, já que o combustível é essencial para o transporte de cargas e impacta diretamente os custos logísticos e a inflação.

Nos últimos dias, o Ministério da Fazenda elaborou uma nota técnica avaliando os possíveis reflexos da valorização do petróleo na economia brasileira. Ao mesmo tempo, o Ministério de Minas e Energia passou a monitorar as cadeias globais de suprimento e a logística de distribuição de combustíveis no país.

Impacto limitado, mas monitorado

Apesar da tensão geopolítica, a avaliação inicial do governo é que a exposição direta do Brasil ao conflito ainda é limitada, já que o país possui produção própria de petróleo e diversificação nas fontes de abastecimento.

Mesmo assim, a decisão de zerar os impostos sobre o diesel foi adotada como medida preventiva, para evitar que uma escalada mais intensa da guerra no Oriente Médio provoque aumentos imediatos no preço do combustível para consumidores e transportadores brasileiros.

Integrantes do governo afirmam que, até o momento, as oscilações do petróleo estão dentro do esperado para períodos de instabilidade internacional, mas ressaltam que o cenário seguirá sendo acompanhado de perto nas próximas semanas.

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