Geral – A eleição de um novo Papa é um evento de grande significado para a Igreja Católica e para o mundo. O processo, conhecido como Conclave, é cercado de tradição e sigilo. Vamos explorar as etapas e o tempo envolvido na escolha do líder espiritual de mais de um bilhão de católicos.
- Preparação e Início do Conclave:
O Conclave está programado para começar no dia 7 de maio de 2025, após o falecimento do Papa Francisco. O Colégio dos Cardeais se reúne em Roma para participar do funeral e iniciar o período de luto, que dura nove dias. Após esse período, os cardeais se dirigem à Capela Sistina para começar o Conclave.
- O Processo de Votação:
O Conclave é conduzido em total isolamento do mundo exterior, garantindo que os cardeais possam deliberar e votar sem influências externas. O processo de votação ocorre duas vezes por dia, com cada cardeal escrevendo o nome de seu candidato escolhido em uma cédula. Para ser eleito Papa, um candidato deve receber dois terços dos votos dos 135 cardeais com direito a voto.
- Duração do Conclave:
O tempo que um Conclave pode durar varia. Historicamente, alguns Conclaves foram concluídos em um dia, enquanto outros se estenderam por semanas. Nos tempos modernos, o processo tende a ser mais rápido, com a maioria dos Conclaves durando de dois a cinco dias.
- A Fumaça: Sinal ao Mundo:
Durante a votação, a fumaça preta ou branca é usada para informar o mundo sobre o progresso do Conclave. Fumaça preta indica que nenhum Papa foi eleito, enquanto a fumaça branca significa que um novo Papa foi escolhido.
- Aceitação e Anúncio:
Uma vez que um candidato recebe os votos necessários, ele é perguntado se aceita a eleição. Após a aceitação, ele escolhe um nome papal e se veste com as vestes papais. O novo Papa então faz sua primeira aparição pública na sacada da Basílica de São Pedro, onde é apresentado ao mundo.
Conclusão:
O Conclave é um processo profundamente espiritual e tradicional, refletindo a rica história da Igreja Católica. Embora o tempo para a escolha de um novo Papa possa variar, a importância e o impacto deste evento são sentidos em todo o mundo, marcando o início de um novo capítulo na liderança da Igreja.
Quem são os cardeais brasileiros que podem votar para escolher novo papa

Com a morte do papa Francisco, inicia-se um processo longo, que passa por um período de luto e pelos rituais fúnebres, até a eleição de um novo pontífice.
Os papas são tradicionalmente escolhidos por cardeais em um processo eleitoral extremamente secreto que remonta aos tempos medievais.
Ao todo, 135 cardeais podem participar do processo eleitoral desta vez – há mais cardeais do que isso em todo o mundo, mas aqueles com mais de 80 anos não têm permissão para votar.
Os cardeais são membros sêniores da Igreja Católica escolhidos pessoalmente pelo papa. Geralmente são bispos de importantes dioceses do mundo, mas padres ou diáconos também podem ser nomeados.
O Brasil tem um oitavo cardeal, o Arcebispo Emérito de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis. Porém, aos 88 anos, o religioso não é mais considerado um cardeal-eleitor.
Veja, a seguir, quem são os brasileiros que podem ajudar a eleger o novo papa.
Cardeal Odilo Scherer

Arcebispo Metropolitano de São Paulo, o gaúcho Dom Odilo Pedro Scherer tem 75 anos e participou do conclave que elegeu o papa Francisco em 2013. Na época, Scherer chegou a ser mencionado pela imprensa mundial como um possível candidato para suceder Bento 16.
Em 2024, o cardeal encaminhou seu pedido de renúncia ao Vaticano – segundo as normas da Igreja Católica, todos os bispos devem solicitar a renúncia ao completarem 75 anos. O papa Francisco acolheu o pedido de Dom Odilo, mas requisitou que ele permanecesse no cargo até 2026.
Cardeal João Braz de Aviz

Aos 77 anos, Dom João Braz de Aviz se tornou cardeal em 2012, pelas mãos do então papa Bento 16. Também participou do conclave que elegeu Francisco em 2013.
O cardeal natural de Santa Catarina serviu até janeiro deste ano como prefeito do Dicastério para os Institutos da Vida Consagrada e Sociedade de Vida Apostólica no Vaticano, o departamento responsável por gerir todas as congregações religiosas do mundo. Aviz passou 14 anos no cargo.
Cardeal Orani João Tempesta

O cardeal é Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro desde 2009. Natural do interior de São Paulo, o religioso de 74 anos faz parte da Ordem dos Monges Cistercienses. Foi criado cardeal pelo papa Francisco em 2014.
Cardeal Sergio da Rocha

Arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, o religioso paulista é cardeal desde 2016. Antes de assumir a Arquidiocese de São Salvador da Bahia, foi arcebispo de Brasília e de Teresina.
Em 2023, Rocha foi nomeado membro do Conselho de Cardeais, conhecido como G-9. O conselho foi instituído pelo papa Francisco para assisti-lo no projeto de reforma da Cúria Romana e no governo da Igreja. O cardeal tem 65 anos.
Cardeal Leonardo Steiner

Arcebispo de Manaus, se tornou cardeal em 2022. Natural de Forquilhinha, em Santa Catarina, o religioso de 74 anos foi secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) entre 2011 e 2019.
Dom Leonardo Steiner faz parte da Ordem dos Frades Menores, também chamada de Ordem dos Franciscanos.
Cardeal Paulo Cezar Costa

Atual Arcebispo de Brasília, Dom Paulo Cezar Costa é o mais novo da lista de brasileiros que participarão do conclave, com 57 anos. Se tornou cardeal em 2022, nomeado pelo papa Francisco.
Cardeal Jaime Spengler

Arcebispo de Porto Alegre, Dom Jaime Spengler é também o atual presidente da CNBB e do Celam (Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho). Aos 64 anos, ele foi o último brasileiro a se tornar cardeal, tendo sido nomeado pelo papa Francisco em dezembro de 2024.
Como funciona o conclave?
Os cardeais devem se reunir no Vaticano entre o 15º e o 20º dia após a morte do papa, onde ficarão em acomodações especiais enquanto as eleições acontecem.
Tecnicamente, qualquer homem católico romano pode ser eleito papa. Mas desde 1379, todo papa é selecionado do Colégio de Cardeais, o grupo que vota no conclave.
Isso significa que os sete cardeais brasileiros que participarão do conclave também podem ser votados para se tornar o novo papa.
Mas, para ser eleito, um cardeal precisa receber apoio de dois terços dos cardeais-eleitores – e a votação continua até que isso seja alcançado.
Se os cardeais não conseguirem chegar a um acordo sobre a pessoa a ser eleita, a votação é suspensa por um dia de oração e discussão antes de a votação começar novamente.

Na reunião, todos eles, incluindo os aposentados, discutirão em segredo os méritos dos prováveis candidatos.
Segundo o Vaticano, os cardeais são guiados pelo Espírito Santo. Mas embora uma
campanha pública seja proibida, a eleição papal ainda é um processo altamente político.
Os encarregados pela coalizão têm duas semanas para forjar alianças, e acredita-se que os cardeais mais velhos, apesar de terem menos chances de se tornarem pontífices, reúnem maior poder de influência.
Por Portal 8Viu