Foragido da Justiça é Capturado ao Tentar Ingressar na Polícia Civil de SP

Após 17 anos de fuga, criminoso é preso durante concurso que visava reforçar as forças de segurança

Brasil – Em uma reviravolta surpreendente, Cristiano Rodrigo da Silva, um homem que estava foragido da Justiça paulista há 17 anos, foi preso ao tentar se tornar parte da Polícia Civil do Estado de São Paulo. O caso ocorreu na cidade de Mairiporã e chamou a atenção pela ousadia do criminoso, que passou por diversas etapas do concurso público sem ser identificado.

Cristiano, que era procurado por uma série de crimes, incluindo homicídio, roubo e falsidade ideológica, surpreendentemente conseguiu avançar até a fase de prova oral do concurso. A prisão foi efetuada na Academia da Polícia Civil, no Butantã, São Paulo, após uma equipe de inteligência identificar um mandado de prisão ativo contra ele.

Um dos crimes mais chocantes atribuídos a Cristiano foi o assassinato de um funcionário de pizzaria em 2006, onde ele e comparsas teriam utilizado uma falsa viatura policial para cometer o delito. A audácia de tentar ingressar nas fileiras da polícia enquanto ainda era procurado demonstrou, mais uma vez, a necessidade de rigorosos processos de verificação de antecedentes em concursos públicos para cargos de segurança.


Cristiano Rodrigo da Silva, de 40 anos, que estava sendo procurado pela Justiça de SP desde 2007. — Foto: Reprodução

Este caso levanta importantes questões sobre os mecanismos de checagem e segurança nos processos seletivos da força policial, destacando a importância da eficiência e da tecnologia na detecção de antecedentes criminais. A prisão de Cristiano Rodrigo da Silva representa um passo crucial na busca por justiça e segurança para a população paulista.

Entenda como ocorreu a prisão Cristiano, a seguir:

Etapas do concurso público 

Segundo o Diário Oficial do estado de São Paulo, Cristiano Rodrigo da Silva já tinha passado na prova escrita do concurso da Polícia Civil e também na fase de comprovação de idoneidade e conduta do candidato, que é quando é feita uma investigação social do concursado. Veja abaixo:

Cristiano Rodrigo, procurado por homicídio, passou na fase de comprovação de idoneidade e conduta no concurso da Polícia Civil — Foto: Reprodução
Cristiano Rodrigo, procurado por homicídio, passou na fase de comprovação de idoneidade e conduta no concurso da Polícia Civil — Foto: Reprodução 

Essa etapa avalia justamente a conduta moral e social do candidato e investiga se ele tem antecedentes criminais ou se tem parentes próximos envolvidos em crimes ou investigações avançadas da Polícia. 

Por meio de nota, a Polícia Civil disse que, “de acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal, a investigação social não pode ser usada para excluir um candidato de processo seletivo, a não ser no caso da pessoa ter contra si uma sentença condenatória transitada em julgado, o que não era o caso”. 

“Após ser identificada na análise social a existência de mandado de prisão contra o candidato, ele foi preso, ficando impedido de realizar a etapa seguinte, o que resultou em sua desclassificação”, complementou a pasta. 

Por Portal 8 Viu

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