Ministro admite prazo curto para negociar com EUA imposição de tarifa

Márcio Elias Rosa defende que “questões ideológicas” e “pessoas oportunistas” não estejam incluídas na mesa de negociação com os EUA

Mundo – O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, realizou, nesta quinta-feira (2/7), mais uma reunião com o representante de comércio exterior dos Estados Unidos, Jamieson Greer, para tratar das relações comerciais entre os dois países e da ameaça de imposição de um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA.

Após o encontro, durante participação na abertura do 1º Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, no Rio de Janeiro, o ministro reconheceu que o tempo para as negociações é curto.

Isso porque o eventual aval de Donald Trump pode ocorrer a partir de 15 de julho, quando se encerra o processo de audiências públicas no âmbito da investigação que recomendou a taxação. O prazo foi estabelecido para que o Brasil adote medidas corretivas antes da aplicação definitiva das tarifas.

Estamos tentando construir um consenso. O tempo corre contra, não corre a favor, porque o prazo é 15 de julho. São muitas as questões postas. E infelizmente algumas questões que não deveriam estar na mesa, elas são trazidas eventualmente para o debate. Isso dificulta, polui o diálogo. Todas as vezes que nós caminhamos positivamente, parece que surge algum empecilho, um atropelo, e nós precisamos superar”, relatou o chefe do MDIC.

Sem citar diretamente o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), o ministro fez referências a ambos e afirmou que suas atitudes dificultam e “poluem” o debate, ao misturar questões econômicas com políticas.

Essas pessoas sempre dificultam muito o trabalho. Não porque são capazes de causar algum alvoroço, mas porque elas poluem o debate político. Colocam em um debate econômico, comercial, um componente político que não deveria estar. Não cabe na mesa de negociação da economia, do comércio bilateral, questões ideológicas, eleitoreiras, pessoalmente oportunistas. Isso não tem cabimento”, disse.

Fonte: Metrópoles

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