Julgamento durou cinco dias e terminou na madrugada desta segunda-feira com a condenação dos dois réus.
Justiça – Após cinco dias de julgamento no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, em Manaus, a 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus definiu, na madrugada desta segunda-feira (1.º), o destino dos réus Gil Romero Machado Batista e José Nílson Azevedo da Silva.
A sessão foi presidida pelo juiz Fábio Alfaia e terminou após intensos debates entre acusação e defesa. O Conselho de Sentença acolheu de forma diferente as teses apresentadas pelo Ministério Público em relação a cada um dos acusados.
Gil Romero Machado Batista recebeu a pena mais severa do julgamento. Considerado o mentor e executor do crime, ele foi condenado por todos os crimes descritos na denúncia e teve a pena fixada em 63 anos, 7 meses e 19 dias de reclusão em regime inicialmente fechado.
A condenação inclui o crime de feminicídio, reconhecido em razão da condição de sexo feminino da vítima, envolvendo violência doméstica e menosprezo à condição de mulher. Os jurados também reconheceram as qualificadoras de emboscada, por dificultar a defesa da vítima, e meio cruel.
Além disso, Gil Romero foi condenado por aborto provocado por terceiro sem o consentimento da gestante, em razão da morte do bebê de oito meses que a adolescente carregava, e por ocultação de cadáver, após a tentativa de destruir o corpo da vítima em um tonel com fogo e escondê-lo em uma área de mata.
José Nílson teve parte das acusações afastadas pelos jurados
No caso de José Nílson Azevedo da Silva, a defesa conseguiu afastar as acusações mais graves relacionadas à autoria direta do crime. O Conselho de Sentença decidiu retirar a imputação de feminicídio e duas qualificadoras que constavam na denúncia.
Mesmo assim, ele foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe, sob o entendimento de que participou do crime ao auxiliar Gil Romero na execução dos fatos.
A pena de José Nílson foi fixada em 17 anos
O julgamento foi encerrado nas primeiras horas desta segunda-feira, colocando fim a uma das sessões mais longas e acompanhadas da Justiça amazonense nos últimos anos.
Fonte: AM POST