Indicado ao STF, Messias rejeita aborto, mas pede ‘olhar humano’ para casos previstos em lei

Durante sabatina no Senado, advogado-geral da União afirma ser contra a prática, mas destaca necessidade de sensibilidade com mulheres.

Política – Indicado ao Supremo Tribunal Federal, o advogado-geral da União Jorge Messias afirmou, nesta quarta-feira (29), ser “totalmente contra o aborto” durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

A declaração foi feita ao responder questionamentos de parlamentares sobre temas sensíveis que podem chegar à Corte.

Posição pessoal e institucional

Durante a fala, Messias fez questão de diferenciar sua convicção pessoal de sua atuação institucional.

Ele garantiu que não pretende adotar postura ativista sobre o tema caso seja aprovado para o STF, reforçando que seguirá os limites da Constituição.

Defesa de abordagem humanizada

Apesar da posição contrária, o indicado destacou que o tema exige sensibilidade, especialmente em situações previstas pela legislação brasileira.

Segundo ele, é necessário considerar o contexto vivido por mulheres, adolescentes e crianças, reconhecendo que o aborto, independentemente das circunstâncias, representa uma “tragédia humana”.

Papel do Congresso

Jorge Messias também reforçou que eventuais mudanças na legislação sobre aborto devem ser discutidas pelo Congresso Nacional, conforme estabelece a Constituição.

Ele citou pareceres anteriores apresentados como advogado-geral da União, nos quais defendeu a competência do Legislativo para tratar do tema.

Próximos passos

Após a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça, o nome de Messias ainda será submetido à votação no plenário do Senado.

Se aprovado, ele ocupará uma vaga no Supremo Tribunal Federal, onde poderá participar de julgamentos sobre temas de grande impacto social e jurídico no país.

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