Melqui Galvão é investigado por suspeita de crimes sexuais contra alunas. A prisão foi determinada pela Justiça de São Paulo, onde o caso é investigado pela Polícia Civil.
Esportes – A lutadora Amit Elor, nora de Melqui Galvão e esposa do atleta de jiu-jitsu Mica Galvão, se manifestou nas redes sociais após a prisão do professor e policial civil do Amazonas. Ele é investigado por suspeita de crimes sexuais contra alunas.
A prisão foi determinada pela Justiça de São Paulo, onde o caso é investigado pela Polícia Civil. As denúncias apontam suspeita de abuso sexual envolvendo ao menos três vítimas, entre elas uma adolescente de 17 anos.
Em publicação, Amit afirmou estar “com raiva e de coração partido”. Ela defendeu a responsabilização dos envolvidos e reforçou a importância de proteger atletas, principalmente menores de idade. “Precisamos proteger os atletas, especialmente os menores de idade, e responsabilizar os culpados”, escreveu.
A atleta também incentivou vítimas a denunciarem casos de violência e destacou a importância do apoio coletivo.
Na publicação, Amit fez ainda um alerta sobre a omissão diante de possíveis abusos. “Se você presenciar qualquer conduta inadequada e optar por permanecer em silêncio e não denunciá-la, estará apoiando os abusadores”, disse.
Amit Elor é considerada uma das principais atletas da luta olímpica na atualidade. Aos 20 anos, ela se tornou a mais jovem norte-americana a conquistar uma medalha de ouro nos Jogos de Paris 2024.
Ela também tem ligação com o jiu-jitsu por meio da família Galvão. Amit é casada com Mica Galvão e recebeu a faixa preta do próprio sogro, Melqui Galvão.
Após a prisão do pai, ainda na terça-feira, Mica também se manifestou nas redes sociais. Ele disse que vive um momento difícil, destacou a relação com o pai e defendeu que o caso seja investigado com rigor.
A prisão temporária foi decretada após denúncias reunidas pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que apura relatos de abusos envolvendo ao menos três vítimas.
Segundo a investigação, o caso veio à tona após uma adolescente de 17 anos, ex-aluna do treinador, denunciar a prática de atos libidinosos não consentidos durante uma competição esportiva realizada fora do país. A vítima está atualmente nos Estados Unidos e foi ouvida pelas autoridades, junto com familiares.
De acordo com a polícia, os denunciantes apresentaram uma gravação na qual o investigado admite indiretamente o ocorrido e tenta evitar que o caso seja levado adiante, com a promessa de compensação financeira.
Durante a apuração, outras duas possíveis vítimas foram identificadas em diferentes estados do país. No depoimento, elas relataram episódios semelhantes. Em um dos casos, a vítima afirmou ter 12 anos na época dos fatos.
Fonte: G1 Amazonas