Multicampeão de jiu-jitsu Mica Galvão se pronuncia após prisão do pai por suspeita de abuso: ‘difícil encontrar palavras’

Em publicação nas redes sociais, o jovem atleta afirmou que vive um momento difícil, destacou a relação com o pai e defendeu que o caso seja apurado com rigor pelas autoridades.

Esporte –  O multicampeão de jiu-jitsu Mica Galvão, de 22 anos, se manifestou nas redes sociais, nesta terça-feira (28), após a prisão do pai, o professor e policial civil amazonense Melqui Galvão, investigado por suspeita de crimes sexuais contra alunas.

Em uma publicação, o jovem afirmou que vive um momento difícil, destacou a relação com o pai e defendeu que o caso seja apurado com rigor pelas autoridades.

Apesar da declaração de afeto, Mica afirmou que espera que a Justiça cumpra seu papel.

Na publicação, o atleta também repudiou qualquer tipo de violência. “Como pessoa, repudio qualquer forma de assédio ou violência contra mulheres e crianças — esse é um valor que carrego e que não abre exceção”, afirmou.

Mica Galvão disse ainda que não tem todas as respostas neste momento e que está “processando” a situação como filho e como atleta. Segundo ele, o foco agora é seguir com as responsabilidades profissionais e com a equipe que representa.

A prisão temporária foi decretada após denúncias reunidas pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que apura relatos de abusos envolvendo ao menos três vítimas.

Segundo a investigação, o caso veio à tona após uma adolescente de 17 anos, ex-aluna do treinador, denunciar a prática de atos libidinosos não consentidos durante uma competição esportiva realizada fora do país. A vítima está atualmente nos Estados Unidos e foi ouvida pelas autoridades, junto com familiares.

De acordo com a polícia, os denunciantes apresentaram uma gravação na qual o investigado admite indiretamente o ocorrido e tenta evitar que o caso seja levado adiante, com a promessa de compensação financeira.

Durante a apuração, outras duas possíveis vítimas foram identificadas em diferentes estados do país. No depoimento, elas relataram episódios semelhantes. Em um dos casos, a vítima afirmou ter 12 anos na época dos fatos

Segundo a polícia, Melqui Galvão havia viajado menos de 24 horas antes para o estado do Amazonas, onde também atua como policial civil. Após contato entre as corporações, ele se apresentou às autoridades em Manaus, onde teve a prisão cumprida.

Além da prisão temporária, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele em Jundiaí, no interior paulista.

O caso tem gerado forte repercussão na comunidade do jiu-jitsu. A Polícia Civil segue com as investigações para apurar a extensão dos crimes e identificar possíveis novas vítimas.

O g1 não localizou, até a última atualização desta reportagem, a defesa de Melqui Galvão.

Fonte: G1

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