Ordem rebate críticas do ministro do STF e afirma que processos disciplinares seguem regras legais e sigilo.
Justiça – A Ordem dos Advogados do Brasil reagiu às declarações do ministro Gilmar Mendes e afirmou que apura e pune advogados envolvidos em irregularidades.
A manifestação veio após o magistrado questionar, em entrevista, qual seria a atuação da entidade diante de fraudes cometidas por profissionais da advocacia.
Declaração gerou reação institucional
Durante entrevista ao Jornal da Globo, Gilmar Mendes citou críticas feitas pela OAB ao Supremo Tribunal Federal e levantou dúvidas sobre o combate a irregularidades dentro da própria classe.
A fala provocou resposta oficial da entidade, que classificou como natural o debate público, mas reforçou que não há omissão em sua atuação disciplinar.
‘Apura, processa e pune’, diz entidade
Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil foi direta ao afirmar que adota medidas contra desvios éticos.
Segundo a instituição, os casos são tratados por meio de processos ético-disciplinares conduzidos pelas seccionais, com garantia de ampla defesa e contraditório.
A Ordem também destacou que o sigilo desses processos é previsto em lei, o que explica a ausência de divulgação pública em muitos casos.
Sigilo não significa omissão
A entidade ressaltou que a falta de publicidade não deve ser interpretada como tolerância ou negligência.
De acordo com a OAB, o modelo legal busca preservar a integridade das investigações e os direitos das partes envolvidas, garantindo que as apurações sejam feitas com responsabilidade.
Clima de tensão entre instituições
O episódio evidencia um novo capítulo nas tensões entre setores do Judiciário e entidades representativas da advocacia.
Mesmo com o tom firme da resposta, a Ordem dos Advogados do Brasil afirmou manter respeito institucional ao Supremo Tribunal Federal e reforçou a disposição para o diálogo entre as instituições.
Debate segue aberto
A troca de declarações reforça o debate sobre o funcionamento das instituições e os mecanismos de controle interno, em meio a discussões mais amplas sobre reformas no sistema de Justiça brasileiro.