Partido da ex-ministra do Meio Ambiente também declarou apoiar a pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo do estado e fez críticas a gestão de Tarcísio de Freitas.
Política – A executiva de São Paulo da Rede Sustentabilidade manifestou apoio à pré-candidatura de Marina Silva ao Senado e à de Fernando Haddad (PT) ao governo do estado. A manifestação pública de apoio foi registrada em uma postagem nas redes sociais do partido na terça-feira (21).
Ainda na postagem, a Rede diz reconhecer a ex-ministra do Meio Ambiente como “uma das maiores referências éticas e políticas do Brasil e do mundo” e elogia sua trajetória política, descrevendo-a pela “coerência” e “defesa intransigente da vida, da democracia e da sustentabilidade”.
Ao falar especificamente do estado de São Paulo, a Rede classifica o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) como “desastroso”, colocando a gestão do atual governador como um dos motivos pelos quais os desafios do estado foram “agravados” e aponta a pré-candidatura de Haddad “como parte do campo político comprometido com a reconstrução da capacidade pública do estado”.
Membro da federação REDE-PSOL, o partido também reafirmou a importância de fortalecer o campo democrático e progressista no Brasil.
“Nosso partido reafirma, ainda, a importância do fortalecimento do campo democrático e progressista – no Brasil e no mundo -, incluindo as pré-candidaturas proporcionais da Federação REDE-PSOL e das demais forças comprometidas com os direitos humanos, a sustentabilidade, a justiça social e a defesa das instituições democráticas”.
Rede se manifestou após permanência de Marina no partido
O apoio da Rede Sustentabilidade à pré-candidatura de Marina Silva ao Senado ocorre menos de um mês depois de o partido emitir uma primeira nota pública em que disse ter recebido com ‘indignação e perplexidade’ a notícia da permanência da ex-ministra no partido.
Durante janela partidária deste ano, período em que é permitida a troca de partidos, estava sendo cogitada uma possível saída de Marina da Rede. No dia 4 de abril, ela confirmou que ficaria na legenda e agradeceu os convites recebidos e os diálogos que teve com outros partidos, como o PT, PV e PSOL.
Na época do primeiro comunicado, emitido em 8 de abril, a Rede sinalizou um possível racha dentro do partido, quando afirmou que Marina se recusa a dialogar com a direção partidária, mas que apesar disso, “em nenhum momento o partido questionou sua filiação ou sugeriu seu desligamento”. Ainda por meio do comunicado, a sigla argumentou que as especulações sobre a saída da ex-ministra do partido “sempre partiram dela ou de seu grupo, jamais da direção legitimamente eleita”.
Ao anunciar sua permanência no partido, a ex-ministra do Meio Ambiente disse que decidiu ficar para reafirmar seu compromisso com a construção de um campo democrático, salientou seu apoio à candidatura de Lula para reeleição e à de Fernando Haddad para governador de São Paulo. Também aproveitou para comunicar oficialmente sua candidatura ao Senado pelo estado paulista.
Mesmo permanecendo na Rede, estarei ao lado de candidaturas do campo democrático popular e sustentabilista nos mais diferentes partidos da frente Lula Presidente e Fernando Haddad governador de São Paulo”, afirmou.
“Coloco, assim, meu nome à disposição do debate dentro do nosso campo político para representar a Federação liderada pelo PSOL, na segunda vaga para o Senado, ao lado de Simone Tebet, do PSB”, afirmou Marina.
Fonte: G1