Declarações em tom de provocação foram feitas pelo Comando Militar iraniano na TV estatal. Porta-voz também chamou as declarações do presidente americano de ‘grosseiras e insolentes’.
Mundo – O Comando Militar do Irã afirmou que as ameaças de Trump são “ilusórias” e não compensarão a “humilhação e a vergonha” sofridas pelos Estados Unidos no Oriente Médio.
Em um pronunciamento feito na TV estatal nesta segunda-feira (6), o porta-voz militar iraniano afirmou em tom de provocação:
Mais cedo, em um post no Telegram, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que “assassinatos e crimes” não irão parar as Forças Armadas iranianas.
A declaração foi dada em meio a uma mensagem de luto do iraniano pela morte do general Majid Khademi, chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária, anunciada por Israel e classificada como “terrorismo” por ele.
Nesta segunda, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se referiu aos iranianos como animais ao ser questionado se estaria cometendo um crime de guerra se atacar estruturas civis do país.
O presidente dos EUA também afirmou que, se pudesse escolher, tomaria o petróleo do Irã, mas que os cidadãos americanos querem o fim da guerra
Trump também confirmou ter rejeitado a proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão. Como justificativa, disse que o texto “foi um ato significativo (por parte do Irã), mas ainda não bom o suficiente”.
Antes, o Irã também rejeitou a proposta, segundo a agência de notícias estatal iraniana Irna, alegando que prefere um acordo para o fim definitivo da guerra, e não apenas uma trégua.
No domingo (5), em uma postagem nas redes sociais, Trump disse que vai atacar infraestrutura civil caso o governo iraniano não reabra totalmente o Estreito de Ormuz até a terça-feira (7).
Ormuz é um importante corredor marítimo, por onde passam cerca de 20% das exportações de petróleo do mundo.
Ele usou palavrões ao se referir ao Irã e chamou o governo do país persa de “bastardos malucos”.
O governo iraniano, segundo agências de notícias do país, expressou preocupação de que os ataques possam constituir um crime de guerra.
Fonte: G1