Especialistas alertam que desequilíbrio do organismo está por trás dos casos mais comuns e reforçam a importância da prevenção.
Saúde – Coceira, corrimento alterado e odor forte são sinais que muitas mulheres já enfrentaram ao longo da vida. As chamadas infecções íntimas são mais comuns do que se imagina: segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, cerca de três em cada quatro mulheres terão ao menos um episódio desse tipo.
Apesar de causarem desconforto e preocupação, a maioria dessas infecções está relacionada ao desequilíbrio natural do organismo, especialmente da flora vaginal.
Candidíase: a mais frequente
A candidíase é causada pelo fungo Candida albicans, que já existe naturalmente no corpo. O problema surge quando há proliferação excessiva.
Entre os principais sintomas estão:
•Coceira intensa
•Vermelhidão
•Corrimento branco e espesso
•Ardor ao urinar ou durante relações
Fatores como estresse, baixa imunidade, uso de antibióticos e alimentação rica em açúcar podem favorecer o surgimento.
Vaginose bacteriana: odor é sinal de alerta
A vaginose bacteriana ocorre quando há desequilíbrio das bactérias da vagina, com destaque para a Gardnerella vaginalis.
Os sintomas incluem:
•Corrimento acinzentado
•Odor forte, especialmente após relações
Diferente da candidíase, geralmente não causa coceira.
ISTs também podem causar sintomas
Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como:
•Clamídia
•Gonorreia
•Tricomoníase
também podem provocar alterações íntimas. Em alguns casos, porém, são silenciosas, o que aumenta o risco de complicações.
O uso de preservativo é a principal forma de prevenção.
Infecção urinária: comum e confundida
Embora não seja vaginal, a infecção urinária é frequentemente confundida com infecções íntimas. Geralmente é causada pela bactéria Escherichia coli.
Os sintomas incluem:
•Ardor ao urinar
•Vontade frequente de ir ao banheiro
•Dor abdominal
•Urina turva ou com odor forte
•Como prevenir infecções íntimas
Especialistas apontam medidas simples que fazem diferença no dia a dia:
•Evitar roupas muito apertadas
•Preferir peças íntimas de algodão
•Não fazer duchas vaginais internas
•Manter a região seca
•Usar preservativo nas relações
•Evitar automedicação
•Manter consultas ginecológicas regulares
Equilíbrio é a chave
A região íntima possui uma microbiota natural que protege contra infecções. Quando esse equilíbrio é alterado — seja por hormônios, hábitos ou doenças —, os problemas podem surgir.
Se não tratadas corretamente, algumas infecções podem evoluir para quadros mais graves, como inflamações e até infertilidade.
Por isso, ao perceber qualquer sinal diferente, a recomendação é clara: procurar orientação médica o quanto antes.
- Por jornalista Lília Marques