Criança teria sofrido complicações após demora no procedimento cirúrgico e enfrentado, ao longo dos meses seguintes, problemas como falta de insumos e assistência adequada nas unidades de saúde.
Manaus – A família do bebê Caleb, de 7 meses, denunciou uma série de supostas falhas e negligência no atendimento da rede pública de saúde do Amazonas, desde o parto, em 30 de agosto de 2025, até o período de internação. Segundo os relatos, a criança teria sofrido complicações após demora na realização do procedimento cirúrgico e enfrentado, ao longo dos meses seguintes, problemas como falta de insumos e assistência adequada nas unidades por onde passou.
Em entrevista à Rede Amazônica, a irmã da criança, Tayana Batista, revelou que a mãe do menino é diabética, obesa e enfrentou dificuldades durante o trabalho de parto. A família afirmou que houve demora no atendimento inicial e problemas estruturais nas unidades por onde passou.
Segundo Tayana, a demora no parto trouxe consequências graves para o bebê. Caleb nasceu com complicações e precisou ser reanimado. “Ele nasceu com uma lesão no braço e teve que ser reanimado porque ingeriu mecônio. Foi direto para o oxigênio e não pôde ter contato com o leite materno”, disse.
O menino ficou internado por quatro meses. Após apresentar melhora, foi transferido para o Instituto de Saúde da Criança do Amazonas (ICAM), onde, segundo a família, enfrentou novos problemas.
Durante os 17 dias em que esteve na unidade, Tayana contou que precisou assumir funções que seriam da equipe de enfermagem. Em vídeos gravados por ela, é possível ver o momento em que recebe seringas com medicações para administrar no irmão.
Outro vídeo mostra a falta de insumos básicos na unidade. Em uma gravação, uma profissional de saúde informa a ausência de seringas no hospital.
Apesar das dificuldades, Caleb recebeu alta e atualmente está em casa. Ele segue sob cuidados da família, principalmente da irmã, já que a mãe também enfrenta problemas de saúde.
Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), informou que o paciente citado recebeu alta em 5 de fevereiro e que durante o período de internação no Instituto da Criança do Amazonas (Icam), recebeu todo o atendimento necessário.
Ainda segundo a secretaria, foi solicitada uma visita do programa Melhor em Casa para a criança.
A família ingressou com uma ação judicial contra o Estado e cobra responsabilização pelos atendimentos prestados.
Fonte: G1 Amazonas