Presidente critica cenário internacional, promete conter alta do diesel e diz que brasileiros não podem pagar pela escalada do conflito.
Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a se posicionar de forma contundente sobre o cenário internacional ao afirmar que os efeitos da guerra envolvendo o Irã não devem recair sobre a população brasileira.
Durante evento em São Paulo, Lula destacou que o aumento no preço do petróleo já pressiona diretamente o valor dos combustíveis, especialmente o diesel, e pode provocar efeito cascata na inflação.
> “A guerra é do Trump, não é do povo brasileiro”, declarou.
Governo tenta segurar alta do diesel
O presidente afirmou que o governo está adotando todas as medidas possíveis para evitar o aumento do preço do diesel, considerado um dos principais fatores de impacto no custo de vida.
Segundo Lula, mesmo quando a Petrobras reduz os preços, a queda nem sempre chega ao consumidor final devido à atuação de intermediários no mercado.
Ele também reforçou que órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público estão atentos para fiscalizar possíveis distorções nos preços.
Plano prevê subsídio bilionário
Para conter a escalada dos combustíveis, o governo prepara uma medida provisória que prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro no diesel importado.
A proposta envolve um custo estimado de R$ 3 bilhões em dois meses, dividido entre a União e os estados. A iniciativa busca evitar desabastecimento e reduzir os impactos da alta internacional do petróleo no mercado interno.
Críticas a potências mundiais
Lula também fez críticas diretas às grandes potências globais, incluindo Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido, membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
Segundo ele, os países que deveriam garantir a paz mundial estão contribuindo para conflitos que afetam toda a economia global.
O presidente alertou que o aumento do combustível impacta diretamente produtos básicos, como alimentos, e reforçou a necessidade de estabilidade internacional.
Conflito segue sem solução
A guerra no Irã já dura cerca de um mês e continua sem perspectiva de acordo. Desde o início dos ataques, o preço do petróleo disparou aproximadamente 50%, aumentando os riscos econômicos e pressionando países dependentes de importação, como o Brasil.
Diante do cenário, o governo brasileiro tenta equilibrar medidas internas para proteger a economia enquanto acompanha a evolução do conflito no cenário internacional.