Inflação acelera em fevereiro e IPCA-15 sobe 0,84%, aponta IBGE

Educação lidera alta com reajustes de início de ano, enquanto transportes — puxados por passagens aéreas — respondem por quase metade do impacto no índice.

Economia – A prévia da inflação oficial do país acelerou em fevereiro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,84%, segundo dados divulgados na sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou 0,64 ponto percentual acima da taxa observada em janeiro (0,20%) e levou o acumulado do ano para 1,04%. Nos últimos 12 meses, o índice soma 4,10%, mantendo-se dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação, mas sinalizando pressão no curto prazo.

Educação dispara com volta às aulas

O principal destaque de fevereiro foi o grupo Educação, que apresentou variação de 5,20%, a maior entre todos os segmentos pesquisados. O avanço reflete os reajustes típicos do início do ano letivo, especialmente em mensalidades de cursos regulares, como ensino fundamental, médio e superior.

Tradicionalmente, fevereiro concentra aumentos nesse grupo, o que explica parte da aceleração do índice no período.

Transportes pesam no bolso

Apesar de Educação ter registrado a maior alta percentual, o grupo Transportes foi o que mais impactou o resultado geral, respondendo por 0,35 ponto percentual do IPCA-15 — quase metade da taxa total do mês.

O principal vilão foi o aumento de 11,64% nas passagens aéreas. Também contribuíram para a pressão inflacionária os reajustes nos combustíveis e nas tarifas de transporte público em algumas capitais.

Como é calculado o IPCA-15

O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial e serve como termômetro para o comportamento dos preços no país. Para o resultado de fevereiro, o IBGE coletou preços entre 15 de janeiro e 12 de fevereiro de 2026 e comparou com os valores vigentes de 13 de dezembro de 2025 a 14 de janeiro de 2026.

O indicador abrange famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos e contempla as regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

Sinal de alerta?

Embora o acumulado em 12 meses permaneça controlado, a aceleração em fevereiro reforça a atenção do mercado e do Banco Central sobre a trajetória dos preços nos próximos meses. A combinação de reajustes sazonais e pressões no setor de transportes pode influenciar as próximas decisões sobre juros e política monetária.

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