Idosa de 74 anos é assassinada pelo marido em Manaquiri

Crime ocorreu na zona rural do município e é investigado como feminicídio; suspeito foi preso horas após o assassinato.

Polícia – Uma idosa identificada como Francisca Coelho da Silva, de 74 anos, foi morta pelo marido na manhã da última sexta-feira (16), no município de Manaquiri, a 157 quilômetros de Manaus. O caso está sendo investigado como feminicídio, caracterizado pelo assassinato de uma mulher associado à violência de gênero, que pode envolver violência doméstica, dominação ou discriminação.

Segundo boletim de ocorrência registrado na 33ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Manaquiri, o crime ocorreu na comunidade do Puraqué, na zona rural do município. A vítima foi encontrada morta por familiares.

Além da idosa, dois cães da vítima também foram encontrados mortos. O principal suspeito é o companheiro de Francisca, Damião Barbosa Cardoso, de 49 anos, que foi preso poucas horas após o ocorrido.

A Prefeitura de Manaquiri publicou uma nota de pesar e indignação logo após o caso vir a público. “Esperamos que a Justiça atue com rigor para que este crime não fique impune”, diz um trecho da manifestação.

Segundo o Painel de Indicadores Criminais da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), foram registrados 19 casos de feminicídio em 2025. O número pode não refletir totalmente a realidade, devido à subnotificação ou à classificação dos crimes em outros tipos penais, como homicídio.

Denuncie

Se a mulher for vítima de qualquer forma de violência, o primeiro passo é buscar ajuda imediata junto às autoridades policiais. O registro do Boletim de Ocorrência deve ser feito em um Distrito Integrado de Polícia (DIP) ou diretamente em uma Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher.

É fundamental relatar todos os detalhes da agressão, solicitar medidas protetivas de urgência em caso de risco e exigir o exame de corpo de delito quando houver marcas de violência, pois esses procedimentos são essenciais para garantir proteção e dar início à responsabilização do agressor.

Após o registro, o caso é encaminhado à Justiça Estadual e passa a ser acompanhado por um Juizado Especializado em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. A partir desse momento, o processo judicial é instaurado, e a vítima passa a ser assistida por profissionais do sistema de Justiça, que orientarão sobre as próximas etapas, assegurarão seus direitos e acompanharão as providências legais cabíveis.


Fonte e Foto: A Acrítica

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