Bruno da Silva Gomes e Robson Silva Nava Júnior são acusados de matar Mohamad Manasrah e tentar assassinar seu irmão após uma briga.
Justiça – Foi dado início na quarta-feira (2/7), à audiência de instrução da Ação Penal que investiga o assassinato do palestino Mohamad Manasrah e a tentativa de homicídio contra seu irmão, Ismail Manasrah. Os acusados do crime são Bruno da Silva Gomes e Robson Silva Nava Júnior, que respondem por homicídio qualificado consumado e tentado, respectivamente. A sessão ocorreu no Fórum Ministro Henoch Reis e foi presidida pelo juiz titular Fábio César Olintho de Souza.
O caso ocorreu na madrugada do dia 8 de fevereiro de 2025, por volta das 2h, em plena via pública na Rua Rio Içá, bairro Nossa Senhora das Graças, região do Vieiralves. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), os dois réus usaram um gargalo de garrafa como arma para atacar as vítimas após uma briga em uma casa noturna. Mohamad morreu no local, enquanto Ismail sobreviveu, mas ficou gravemente ferido.
Detalhes da audiência
Durante a audiência de instrução, foram ouvidas quatro testemunhas, incluindo a própria vítima sobrevivente, Ismail Manasrah, que também atua como assistente de acusação, acompanhado das advogadas Maria Yêdda Guerra Furtado e Larissa Guerra Furtado. Outras duas pessoas participaram na condição de informantes.
O réu Bruno da Silva Gomes, que está preso preventivamente, foi interrogado por videoconferência a partir da unidade prisional onde está custodiado. Já Robson Silva Nava Júnior, que permanece foragido da Justiça, também participou da audiência remotamente, amparado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que permite a participação de réus com mandado de prisão em aberto em audiências por videoconferência.
Segundo o juiz Fábio Olintho, o interrogatório de Robson ficou agendado para o próximo dia 22 de julho, às 8h30, quando a audiência será retomada.
Crime foi premeditado
De acordo com o inquérito policial e a denúncia do MP, o crime foi antecedido por uma discussão dentro da casa noturna, onde os irmãos Mohamad e Ismail se envolveram em uma briga com os réus. A situação foi contida pelos seguranças do local, mas, do lado de fora, os acusados teriam esperado as vítimas saírem, acompanhadas de amigos, para cometer o ataque.
Armados com um gargalo de garrafa, Bruno e Robson teriam partido para cima dos irmãos. Mohamad foi atingido com golpes fatais e morreu na rua. Ismail também foi atacado, mas conseguiu sobreviver aos ferimentos, o que caracteriza o crime de tentativa de homicídio qualificado.
Próximos passos no processo
Conforme a legislação penal, após a conclusão da fase de instrução com o interrogatório do segundo réu, será aberto o prazo para as partes apresentarem os memoriais finais (alegações finais). Em seguida, o juiz decidirá sobre a pronúncia, etapa em que se define se os acusados serão levados a julgamento pelo Tribunal do Júri Popular.
O Ministério Público está sendo representado pela promotora de justiça Clarissa Moraes Brito, que acompanha o caso desde o início. A promotoria sustenta que o crime teve características de emboscada, com agravantes como motivo fútil e meio cruel, elementos que podem influenciar diretamente na decisão de levá-los a júri popular.
Com informações do portalampost
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