Projeto de lei prevê punição para discursos de ódio e difamação contra líderes religiosos; proposta surge após polêmica envolvendo sacerdote católico.
Política – O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) apresentou um projeto de lei que visa criminalizar ataques a líderes religiosos nas redes sociais. A proposta prevê penas de seis meses a dois anos de detenção, além de multa, para quem promover ou realizar ataques em massa com intuito de incitar ódio, intolerância, assédio moral, difamação ou ameaças contra figuras religiosas.
A iniciativa surgiu após o frei Gilson, sacerdote da congregação dos Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo, viralizar nas redes sociais no Dia Internacional da Mulher (8) por uma declaração interpretada como machista. Durante uma pregação, ele afirmou:
“Essa é a fraqueza da mulher. Ela sempre quer mais. ‘Eu não me contento só em ter as qualidades de uma mulher. Eu quero mais’. E isso é a ideologia dos mundos atuais. Vou até usar a palavra que vocês já escutaram muito: empoderamento. ‘Eu quero mais’. É claro ver que Deus deu ao homem a liderança.”
A fala gerou forte repercussão, com críticas e acusações de misoginia por parte de internautas e movimentos feministas. Em resposta, Bilynskyj defendeu o sacerdote e pediu apoio de outros parlamentares para aprovar a lei, argumentando que discursos de ódio e campanhas de intimidação contra religiosos têm crescido nas redes sociais.
O deputado afirmou que a proposta está alinhada com os princípios constitucionais do Brasil e com tratados internacionais sobre liberdade religiosa e direitos humanos.
Frei Gilson, de 38 anos, ganhou notoriedade por suas transmissões ao vivo no YouTube, onde acumula 6,6 milhões de inscritos.