O MP-AM levantou questões sobre a possível ilegalidade e a gravidade dos procedimentos adotados pela equipe médica durante o atendimento da paciente.
Manaus – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) iniciou uma investigação sobre o atendimento prestado a uma paciente no Hospital Rio Amazonas – Hapvida, em Manaus, após a alegação de que o mau atendimento resultou na morte de um bebê. As investigações sobre o caso foram divulgadas no Diário Oficial do MP-AM na segunda-feira (17).
De acordo com o documento, a investigação foi instaurada com base em uma denúncia feita por uma consumidora dos planos Hapvida. O promotor de justiça Lincoln Alencar de Queiroz determinou a abertura do Inquérito Civil nº 06.2024.00000308-7, com o objetivo de apurar as circunstâncias do atendimento realizado em 23 de março de 2024.
Segundo o MP-AM, a paciente, identificada como Sra. L. F. dos S., deu entrada no hospital apresentando quadro de sangramento, sendo posteriormente informada de que estava em trabalho de parto. Infelizmente, o bebê não sobreviveu, levando ao óbito do nascituro.
O MP-AM levantou questões sobre a possível ilegalidade e a gravidade dos procedimentos adotados pela equipe médica durante o atendimento da paciente. O fato de o óbito ocorrer após o atendimento inicial e o diagnóstico equivocado de trabalho de parto geraram questionamentos sobre a qualidade do serviço prestado pelo hospital. O inquérito tem como objetivo investigar as causas e responsabilidades pelas falhas no atendimento, com foco na possível negligência que resultou no trágico desfecho.
Em seu despacho, o promotor de justiça destacou a importância de se examinar minuciosamente os fatos relacionados ao caso, levando em conta a legalidade e a atuação do hospital. A investigação busca apurar se houve violação dos direitos da paciente e do nascituro, além de analisar possíveis falhas nos procedimentos médicos adotados.
A abertura do inquérito é um passo importante para esclarecer os acontecimentos e garantir que as responsabilidades sejam devidamente atribuídas. O MP-AM também determinou a realização de uma audiência com os representantes do Hospital Rio Amazonas – Hapvida, com o intuito de discutir a situação e, caso necessário, firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), visando corrigir as falhas e evitar que casos semelhantes ocorram no futuro.
O caso traz à tona uma preocupação com a qualidade do atendimento em hospitais privados e a necessidade de fiscalização rigorosa por parte das autoridades competentes. A população, ao confiar seus cuidados de saúde a instituições privadas, espera um serviço de qualidade e atendimento digno, especialmente em momentos tão delicados como o parto.
O MP-AM segue conduzindo as investigações com o intuito de esclarecer todos os fatos e, se necessário, tomar as medidas cabíveis para proteger os direitos da paciente e de outros cidadãos que possam vir a ser vítimas de falhas no atendimento hospitalar.
Com informações do portalampost
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