Pix registra queda de 20 milhões de transações por dia após fake news sobre taxação

Volume médio diário de operações caiu 12,3% em uma semana, segundo dados do Banco Central.

Economia – O número de transações realizadas pelo Pix registrou uma queda significativa nos últimos dias, em meio à disseminação de notícias falsas sobre uma suposta taxação do serviço. Dados do Banco Central mostram que a média diária de operações nos últimos sete dias, encerrados em 14 de janeiro, foi de 168,5 milhões — uma redução de 10,6% em relação à média do mês anterior.

Isso significa que, diariamente, quase 20 milhões de operações deixaram de ser realizadas, comparando-se ao desempenho de dezembro, quando o Pix alcançou uma média diária de 188,5 milhões de transações até o dia 14.

Impacto das fake news

A queda está sendo associada à circulação de boatos sobre a cobrança de taxas no Pix, o que gerou desconfiança entre os usuários. Apesar de o Banco Central e especialistas financeiros desmentirem as informações, o impacto das fake news sobre o comportamento dos usuários foi imediato.

Os dados também mostram que a média móvel de sete dias das operações caiu pela 17ª vez consecutiva na terça-feira (14) em relação à mesma média de um mês antes, indicando uma tendência de retração no uso do sistema.

Comparações e contexto econômico

Janeiro, tradicionalmente, apresenta menor movimentação econômica em comparação com dezembro, devido à redução no consumo após o pagamento do 13º salário e as compras de fim de ano. Porém, os dados do Banco Central revelam que a queda na utilização do Pix se estende até mesmo quando comparada a novembro de 2024, um mês economicamente mais semelhante.

Na comparação com novembro, o volume diário de operações caiu 4,3%, o que representa 7,5 milhões de transferências a menos por dia.

Risco à confiança no sistema

Especialistas alertam que a disseminação de fake news pode prejudicar a confiança dos usuários em serviços financeiros digitais, como o Pix, que se tornou uma ferramenta essencial para milhões de brasileiros. Autoridades financeiras continuam trabalhando para desmentir informações falsas e reforçar a segurança e a confiabilidade do sistema.

O Banco Central também orienta os usuários a verificarem informações diretamente em seus canais oficiais para evitar desinformação e manterem a confiança no sistema de pagamentos instantâneos, que é gratuito para pessoas físicas e amplamente utilizado no Brasil.

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