Proprietário da residência, localizada no bairro Adrianópolis, foi preso suspeito de tráfico de drogas.
Polícia – A Polícia Federal (PF) encontrou uma estufa com plantação de maconha dentro de uma casa, no bairro Adrianópolis, durante a operação “Vapor Digital”, em Manaus, na terça-feira (28). A ação teve objetivo de combater contrabando de cigarros eletrônicos, falsidade documental, lavagem de dinheiro, entre outros crimes.
O proprietário do imóvel, onde estava a estufa de maconha, foi preso suspeito pelos crimes de tráfico de drogas, associação ao tráfico e organização criminosa. Outras três pessoas também foram presas durante a ação.
Além das prisões, a polícia cumpriu 27 mandados de busca e apreensão em 16 tabacarias. Os estabelecimentos estavam sendo investigados pela venda ilegal de cigarros eletrônicos – também conhecidos como vapes.
A Justiça do Amazonas também concedeu a suspensão das atividades econômicas dos estabelecimentos identificados na investigação e a suspensão dos perfis de redes sociais.
A operação está sendo feita pela PF em conjunto com a Receita Federal (RFB) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Investigações
Segundo a Polícia Federal, a investigação teve início em fevereiro de 2024, após a RFB fazer três apreensões nos Correios e em empresas de transporte aéreo no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. Na ocasião, mais de 7.500 cigarros eletrônicos foram apreendidos.
O material, de acordo com a polícia, era destinado à pessoas físicas, pessoas jurídicas e distribuidoras na cidade de Manaus.
A investigação identificou 11 suspeitos e 16 estabelecimentos comerciais, em sua maioria tabacarias, tidos como responsáveis e pontos de vendas do produto ilícito, na cidade e nas redes sociais.
As autoridades também identificaram a falsidade documental, principalmente de notas fiscais, para ludibriar a investigação.
Em um dos casos, uma distribuidora tentou introduzir os cigarros eletrônicos na cidade com nota fiscal de capas de telefones celulares.
Ainda, durante a investigação, foi possível identificar que alguns proprietários dos estabelecimentos movimentaram grande quantidade de valores em espécie num curto período de tempo.
Além da venda ilegal dos dispositivos eletrônicos, os suspeitos também são investigados por venderam outros produtos ilegais, como por exemplo cigarro importado e fumo para narguilé sem autorização da ANVISA.
O cigarro eletrônico já era alvo de proibição e, recentemente, a Anvisa manteve a proibição de importação, divulgação e venda, por meio da RDC nº 855/2024.
Fonte e Foto: G1 Amazonas