Abranet envia carta ao BC e diz ser contra a proposta de limitar o parcelamento de compras sem juros

Associação diz que medida traria impactos negativos para a economia do país e acusa a Febraban de ‘criar narrativa vazia e anticompetitiva’.

Economia: A Abranet (Associação Brasileira de Internet) enviou ao Banco Central, na quarta-feira, 18, uma carta se manifestando contra a proposta de limitar o parcelamento de compras sem juros no cartão de crédito a 12 prestações. No texto, o grupo diz que a medida traria impactos negativos para a economia do país e acusa a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) de “criar narrativa vazia e anticompetitiva”.

“As compras parceladas são o motor do consumo no Brasil (50% do volume de cartões, atingindo R$ 1 trilhão/ano, equivalente a 10% do PIB). Muitas vezes, o parcelado é a única opção de consumo de grande parte da população, e é a linha de crédito mais barata para o lojista: as taxas são inferiores a 20% ao ano, 22 vezes menor que os 446% do rotativo de cartões. Essa forma de pagamento é aceita em mais de 15 milhões de estabelecimentos comerciais, autônomos, prestadores de serviços, etc”, pontuou a associação, ressaltando que mais 80% dos pequenos comerciantes paulistanos são contra o fim do parcelado, segundo uma pesquisa do instituto Datafolha.

O Banco Central, vale lembrar, se reuniu com o setor privado para negociar a proposta para limitar a 12 o número de parcelas sem juros em compras no cartão de crédito – a informação foi revelada pelo presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), em entrevista à Reuters. Considerando a ideia “nociva para a sociedade”, a Abranet sugere que a proposta da Abecs (parcelar o saldo da dívida total) seja uma “solução adicional”. Além disso, a associação faz quatro outras propostas ao BC, sendo elas: portabilidade de divida entre diferentes bancos, adoção de birôs e open banking; que cada banco possa decidir se deseja reduzir o número de parcelas dos clientes; maior critério dos bancos na emissão dos cartões; e educação financeira.

Fonte: JP Notícias
Foto: Reprodução

Deixe uma resposta