Senador diz que Jair Bolsonaro orientou aliados a pressionar o Congresso e demonstrou apreensão sobre restrições no envio de refeições durante a prisão preventiva.
Política – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) detalhou, nesta terça-feira (25), a conversa que teve com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), durante visita à Superintendência da Polícia Federal (PF), onde ele cumpre prisão preventiva desde sábado. Segundo o parlamentar, Bolsonaro pediu que aliados concentrem esforços na pauta de anistia e reafirmou que não tem ligação com os atos antidemocráticos de 8 de janeiro.
“O que ele me falou foi para que a gente insistisse no projeto de anistia. Ele manteve a defesa dele e disse que não praticou nada que pudesse motivar os atos de 8 de janeiro. O pedido dele é direto aos presidentes Hugo Motta (na Câmara) e Davi Alcolumbre (no Senado)”, afirmou Flávio após a visita.
O senador também relatou que o pai demonstrou preocupação com a alimentação dentro da PF. De acordo com Flávio, chegou a ele a informação de que poderia haver restrição ao envio de refeições por terceiros. Bolsonaro, segundo o filho, teria feito observações sobre a necessidade de alimentação especial por causa de uma cirurgia recente no intestino.
“Me disseram informalmente que alguém teria proibido o envio de comida. Isso me soa estranho. Se isso se confirmar, caracteriza um tratamento desumano, porque ele precisa seguir orientações específicas”, declarou.
Mais cedo, Carlos Bolsonaro também esteve na Superintendência, realizando a segunda visita autorizada do dia. A agenda de visitas ocorre enquanto a defesa do ex-presidente prepara recursos e acompanha os desdobramentos das investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pela Polícia Federal.
A situação de Bolsonaro segue mobilizando aliados e gerando manifestações dentro e fora do Congresso, especialmente em torno das discussões sobre anistia e das condições de custódia na PF.