Moraes quer 17 anos de prisão para réu que furtou relíquia de Neymar em ataque ao Congresso

Acusado responde por furto qualificado, golpe de Estado e outros crimes graves. Objeto foi devolvido à polícia 20 dias após a invasão ao Congresso.

Política – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou na última sexta-feira (21) pela condenação de Nelson Ribeiro Fonseca Júnior a 17 anos de prisão. O réu é acusado de furtar uma bola de futebol autografada por Neymar durante a invasão ao Congresso Nacional em 8 de janeiro de 2023, além de outros crimes ligados aos atos golpistas.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Nelson entrou no museu da Câmara dos Deputados durante os ataques e levou o objeto, considerado item de valor simbólico e cultural. A defesa alega que ele encontrou a bola caída no chão e a pegou “para proteger”, mas só a entregou à Polícia Militar de Sorocaba (SP) vinte dias depois do episódio. Para Moraes, a justificativa não se sustenta. “A devolução tardia comprova a intenção de posse indevida e não isenta o réu das consequências legais do furto”, afirmou o ministro.

Além do furto qualificado, Nelson também é acusado de deterioração de patrimônio tombado, associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado e dano qualificado.

A defesa do réu sustenta que o processo deve ser anulado por cerceamento de defesa, argumento ainda sob análise da Primeira Turma do STF, que julga o caso em sessão virtual até a próxima segunda-feira, dia 30. Os votos dos demais ministros poderão alterar o desfecho da ação penal.

O julgamento é mais um capítulo do esforço do STF para responsabilizar os envolvidos nos atos antidemocráticos que ameaçaram as instituições em janeiro de 2023.

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