Operação “Fogo Amigo” apura participação de agentes da segurança pública no transporte ilegal de armamento pesado; um ex-militar está foragido.
Polícia – O Ministério Público do Amazonas (MPAM) deflagrou na última sexta-feira (30) a operação “Fogo Amigo”, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso envolvendo o tráfico de armas de uso restrito no estado. O foco da investigação é o possível envolvimento direto de um policial militar da ativa no transporte clandestino de metralhadoras de alto poder destrutivo.
Coordenada pelas 60ª e 61ª Promotorias de Justiça Especializadas no Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (Proceapsp), a ação cumpre mandados de busca e apreensão em seis locais distintos, entre empresas, residências e veículos. A Justiça também expediu mandado de prisão preventiva contra um ex-militar do Exército Brasileiro, que está foragido.
De acordo com o MP, o armamento transportado inclui metralhadoras Browning calibre .30, de uso restrito das Forças Armadas, o que agrava a gravidade dos crimes investigados.
Durante o cumprimento das diligências, os agentes flagraram ainda uma ligação de vídeo feita de dentro do núcleo prisional da PM, por um custodiado. O flagrante ocorreu enquanto um mandado de busca era executado na residência do detento. O caso levou à apreensão de novos materiais e à descoberta da fuga de dois presos, conforme revelou o promotor Armando Gurgel Maia.
A operação conta com o apoio das Polícias Civil e Militar, do Exército Brasileiro e do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Caocrimo). As investigações seguem sob sigilo, visando proteger o andamento das ações e os direitos dos envolvidos.
O nome “Fogo Amigo” simboliza o paradoxo de agentes da segurança pública estarem supostamente colaborando com o tráfico de armas — prática que ameaça diretamente a população que esses profissionais têm o dever de proteger.