Irmão e mãe de Djijda Cardoso alegaram que o uso de quetamina ‘ajudava’ enquanto liam ‘cartas de cristo’. Segundo decisão da Justiça, os dois possuem ‘mentes voltadas para o crime’.
Polícia – Cleusimar Cardoso, 53 anos, e Ademar Neto, 29 anos, mãe e irmão de Didja Cardoso, 32 anos, apresentaram as próprias versões acerca das acusações de consumo e tráfico de Cetamina, assim como de serem líderes de uma seita chamada “Pai, Mãe e Vida”, na sessão de julgamento conduzida pelo juiz Celso de Paula, na 3ª Vara de Delitos de Tráfico de Droga. Cleusimar afirmou que a substância “ficava na mesa e usava quem quisesse”. Já Ademar disse que “‘Pai, Mãe e Vida’ nunca foi uma seita, é uma oração”.
Ao juiz, Cleusimar relatou que “usa quetaminha desde 2022” e “Ademar e Djijda injetaram as drogas sozinhos. Ela estudou quetamina, a palavra de Jesus cura e quetamina ajuda, quando meditava nas cartas de cristo. Era uma luta espiritual” e que “conheceu Jesus pelas cartas de Cristo. A quetamina não podia dar poderes, Jesus sim”. Ela ainda negou que os funcionários utilizavam quetamina e disse que Djidja Cardoso, além de cetamina utilizava clonazepam.
Na sentença de Cleusimar, e com base nas evidências apresentadas no processo, o magistrado julgou que ela tem alta culpa uma vez que “distribuía a droga para funcionários, dizia ser a droga uma forma de cura e que também dava poderes”, além disso o juiz indicou que os elementos coletados apontam que Cleusimar tem uma “personalidade voltada para o crime”. No final ela foi condenada a dez anos, 11 meses e oito dias de reclusão.
Ademar negou todas as acusações. E na sessão confessou que era usuário de quetamina, maconha, LSD e cogumelo. Afirmou que “alguns funcionários faziam uso de quetamina no salão. A droga ficava na mesa da casa” e que “Djijda tinha depressão e um relacionamento tóxico com Bruno (Roberto)”. Negou que dava quetamina para as próprias namorada. E disse ainda que “nunca traficou, era usuário, nunca foi persuadir e ‘Pai, Mãe, Vida nunca foi uma seita, é uma oração”.
De Paula, na sentença e com base nas provas apresentadas nos autos do processo, julgou que Ademar possui também alta culpa uma vez que foi constatada o “esquema de compra, e o fornecimento de substância entorpecente para família e funcionários de forma indiscriminada”. E assim como Cleusimar, elementos apontam que a personalidade de Ademar demonstra está “voltada para o crime”.
Fonte: A Acrítica
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