O rio diminuiu 12 centímetros nos últimos 12 dias.
Manaus – O Rio Negro, principal curso d’água da região, continua a preocupar os moradores de Manaus com uma descida significativa em seu nível. Segundo dados do Porto da capital, o rio diminuiu 12 centímetros nos últimos 12 dias, atingindo a marca de 26,73 metros na quinta-feira (4).
A situação atual revive temores de uma seca severa prevista para este ano, possivelmente rivalizando com a crise enfrentada no ano passado. Em 2023, o Rio Negro alcançou seu nível mais baixo em 120 anos durante uma estiagem severa, desencadeando uma série de emergências em Manaus. Escolas na zona rural foram fechadas, enquanto pontos turísticos icônicos viram suas paisagens transformadas drasticamente.
Desde o último aumento observado em novembro do ano passado, o Rio Negro vinha apresentando um lento processo de enchimento, mantendo-se relativamente estável até meados de junho deste ano. A partir de então, observou-se uma reversão alarmante, com o rio parando de subir e entrando em um período de estabilidade por seis dias consecutivos.
A partir de 23 de junho, no entanto, as águas começaram a declinar rapidamente, registrando uma média de um centímetro de queda por dia. Hoje, o rio apresentou a maior descida diária desde o início deste episódio, perdendo três centímetros em apenas 24 horas.
A situação não é única em Manaus. Cidades como Itacoatiara, Tabatinga e Coari também enfrentam desafios similares. Em Itacoatiara, conforme relatórios da Praticagem dos Rios Ocidentais da Amazônia, o Rio Amazonas apresentou uma redução de 15 centímetros desde o final de junho.
Em Tabatinga, por outro lado, o Rio Solimões inicialmente subiu para 6,81 metros no início desta semana, antes de experimentar uma rápida queda para 6,69 metros na quarta-feira. Em Coari, a situação é ainda mais crítica, com o Rio Solimões já perdendo impressionantes 43 centímetros desde o final de junho, indicando um declínio acelerado.
A preocupação com a disponibilidade de água potável, navegação fluvial e impactos ambientais só aumenta à medida que os rios da Amazônia continuam a demonstrar sinais de desidratação. Autoridades locais estão monitorando de perto a situação e preparando medidas de contingência para mitigar os efeitos adversos esperados.
Com informações do portalampost
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