Presidentes discutem eleições em meio a tensões e acordos políticos regionais.
Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está presente na VIII Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) em São Vicente e Granadinas. Enquanto os olhares se voltam para suas interações, destaca-se o encontro previsto com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, nesta sexta-feira (1º/3).
A discussão central entre os líderes girará em torno da organização das eleições presidenciais na Venezuela, agendadas para ocorrerem até o final deste ano. Durante a recente visita do secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, a Brasília, Lula foi incentivado a buscar garantias de Maduro quanto à realização das eleições.
A Suprema Corte venezuelana recentemente impediu a candidatura da líder da oposição Maria Corina Machado, provocando novas sanções dos Estados Unidos contra o país latino.
Paralelamente ao encontro entre Lula e Maduro, o Parlamento venezuelano planeja apresentar ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) uma proposta com 27 datas potenciais para as eleições, além de outras diretrizes. O acordo, respaldado por diversos setores políticos, econômicos e sociais, visa garantir um processo eleitoral transparente e inclusivo.
Maduro expressou otimismo nas redes sociais, afirmando que o acordo pavimentará o caminho para “eleições livres” na Venezuela. A proposta apresentada substitui os Acordos de Barbados, mediados pela Noruega em 2023, que visavam realizar eleições ainda em 2024, mas que foram posteriormente questionados e declarados em crise pelo presidente venezuelano.
Em relação à questão de Essequibo, região disputada entre Venezuela e Guiana, Lula confirmou que o assunto não será abordado durante o encontro com Maduro. O Brasil, que se ofereceu para mediar o conflito em novembro do ano anterior, mantém-se aberto ao diálogo, mas destaca que o momento atual é de foco na agenda da Celac.